Desafios da indústria da moda para reduzir o impacto ambiental

Enviada em 09/10/2024

‘‘O homem é o lobo do homem’’. De acordo com Tomas Hobbes, as ações dos seres humanos são capazes de colocar em risco a segurança da própria espécie por motivos de egoísmo e auto preservação. Nesse contexto, a exemplo do tal pensamento do filósofo há a grande quantidade de lixo e resíduos é oriunda da indústria da moda. Diante disso, é válido análisar o incentivo ao consumo e o perfil da educação brasileira como incentivadores para o impacto ambiental têxtil.

Diante desse cenário, observar-se o consumismo como principal motivador para o aumento do lixo têxtil no meio ambiente. Tal questão ocorre devido à instauração de uma cultura do consumo, em que as empresas criam necessidades de compra para fomentar o lucro de seus produtos. Essa teoria, que analisa a relação de uma falsa autonomia de consumo, foi estudada pelo sociólogo Guy Deborg, o qual faz críticas à relação entre compra e poluição ambiental. Uma prova disso são dados da Fundação Ellen MacArthur, nos quais afirmam que mais de 2 mil quilos de roupas são enviados para aterros a cada segundo.

Além disso, é preciso entender que a falha educacional brasileira também contribuir para a continuidade do impacto negativo da moda na natureza. Tal questão acontece, pois o enfoque educacional dado à formação tecnicista dos indivíduos - formação para mão de obra - proporcionou uma maioria populacional com baixo conhecimento crítico. Com isso, muitos cidadãos não conseguem ter pleno entendimento acerca do impacto do consumo de roupas no meio ambiente.

Em suma, é evidente a necessidade de reduzir o impacto ambiental da indústria da moda. Desse modo, é fundamental que o Poder Executivo Federal promova incentivos fiscais para a moda sustentável. Tal ação ocorrerá por meio da redução da base de cálculo do Imposto de Renda de empresas de moda sustentável. Consoante a isso deverá ser realizado campanhas publicitárias educativas contra a compra compulsiva de roupas. Com isso, objetiva-se retirar a população do alheamento consumista e promover uma maior disponibilidade de produção sustentável de vestimentas no Brasil para evitar os efeitos negativos da etapa de produção das roupas e o grande volume de lixo oriundo da moda.