Desafios da indústria da moda para reduzir o impacto ambiental
Enviada em 12/03/2025
O filme 101 Dálmatas, da Disney, retrata a história de um casal de dálmatas, os quais são ameaçados pela vilã Cruella, que almeja matá-los para confeccionar um novo casaco de pele. De forma análoga, a indústria da moda no Brasil apresenta desafios que impactam o meio ambiente, uma vez que põe em risco tanto fauna quanto flora, graças a falta de regulamentação em cima da produção. Por isso, é necessário entender os riscos oferecidos por esse mercado e o perigo presente na falta de conhecimento acerca do problema.
Numa primeira análise, destaca-se os impasses gerados pela confecção de roupas, que polui o ambiente com resíduos sólidos e tóxicos. A exemplo disso, o fenômeno conhecido como “fast fashion” (do inglês, “moda rápida”) caracteriza-se por um modelo de fabricação pautado na produção em larga escala, o qual gera o descarte de material poluente (tinta, instrumentos, tecido, máquinas) em áreas que se tornam lixões a céu aberto. Assim, ocorre a perda da fertilidade do solo, a poluição de recursos hídricos e o aumento de espaços insalubres e hostis para todos os tipos de vida.
Ademais, tem-se como um obstáculo a invisibilidade dos problemas gerados pela fabricação de vestimentas, o que torna mais difícil a redução de suas consequências negativas. De acordo com Hans Jonas, a “heurística do temor” classifica a iniciativa de reverter a situação após ser sentido o dano causado por ela, e não o contrário. Isso se reflete diretamente na insuficiência de administração dessa indústria por parte dos órgãos governamentais, que se preocupam com o lucro advindo desse setor, em detrimento da questão ambiental. Por isso, sem a presença de fiscalização e diretrizes, há a escassez de recursos, a não reposição destes e uma super exploração do ambiente, levando ao seu esgotamento.
Portanto, para sanar os impactos ambientais provocados pela indústria da moda, a Organização das Nações Unidas (órgão responsável por assegurar o bem estar e paz mundial) deve fiscalizar as atividades desse mercado através de um documento com regulamentações proposto a todos os países, a fim de minimizar os efeitos causados por essa produção. Dessa forma, a indústria da moda não será a “Cruella” da realidade.