Desafios da indústria da moda para reduzir o impacto ambiental
Enviada em 23/07/2025
Apesar de a Declaração de Estocolmo, de 1972, garantir a solene obrigação de cuidar e preservar o meio ambiente, na atualidade, tal imposição é deturpada, visto que os desafios da indústria da moda para reduzir o impacto ambiental encontram-se presentes na sociedade. Desse modo, o estigma e o capitalismo são os principais pilares para esses conflitos.
Nesse sentido, vale ressaltar o preconceito como perpetuador do impasse. Destarte, de acordo com o Instituto de Pesquisa Economica Aplicada, 70% da população não compra peças de vestuário usado. Sob essa ótica, muitas pessoas, para manterem um destaque social, optam por comprar roupas novas, haja vista que associam o reúso as camadas mais vulneráveis da população. Dessa forma, esse pensamento preconceituoso é prejudicial, pois reutilizar vestimentas e calçados é extremamente benéfico, pois além de garantir uma economia, por serem mais baratos que os novos, ainda evita que mais peças sejam descartadas.
Ademais, vale ressaltar a busca pelo capital como impulsionadora da problemática. Por essa perspectiva, segundo o sociólgo Karl Marx em sua obra " O Capital", os meios de produção colocam a renda acima de qualquer dever. Sob esse viés, grandes indústrias da moda, buscam alimentar o mercado sem se importarem com o impacto ambiental que tais peças podem gerar. Assim, ignoram o dever imposto pela Conferência de Estocolmo.
Portanto, com intuito de mitigar os problemas da indústria da moda para reduzir o impacto ambiental, urge que o Estado como promotor e garantidor do bem-estar, disponibilize subsídios para que Ministério da Educação reverta essa verba na contratação de profissionais que, por meio de “workhsops” nas escolas, ensinariam toda a comunidade sobre a importância de reutilizar roupas e cuidar do meio ambiente. Além disso, o Poder Judiciário fiscalizaria de forma mais precisa os vestúarios de moda para garantir que estejam cumprindo as normas promulgada em Estocolmo.