Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos
Enviada em 29/10/2019
A declaração universal de direitos humanos foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1948, após o cenário das duas guerras mundias, no intuito evitar violações à vida e garantir os direitos humanos fundamentais, tais como: educação, saúde e emprego. No entanto, percebe-se profundos entraves, a nível de Brasil, na distribuição desses direitos básicos, uma vez que, ainda existe 11,3 milhões de analfabetos, segundo dados do IBGE. Nesse contexto, pode-se mencionar inadequação por parte do Estado e da sociedade civil na inserção de jovens e adultos em programas educacionais.
Primeiramente, identifica-se inaptidão do governo federal em administrar o programa EJA, Educação para Jovens e Adultos, que é uma modalidade voltada para uma expressiva parte da população que não teve acesso à educação convencional. Prova disso reside na diminuição de 34% do número dessas escolas, segundo levantamento do G1, além disso, observa-se que dos 11,3 milhões de analfabetos citados acima, apenas 3,5 milhões estão devidamente matriculados no EJA. Assim, pontua-se a nítida discrepância entre o que é ofertado pela esfera pública e a real necessidade do público alvo.
Por conseguinte, convém abordar que os cidadãos também são responsáveis e devem participar ativamente para efetivar o acesso à instrução, conforme os fundamentos do artigo primeiro da Constituição de 1988. Logo, o cumprimento dessa lei pode ser estimulado a partir de denúncias e reivindicações no âmbito dos órgãos promotores e fiscalizadores, no sentido de ampliar os meios oportunos e, promover o acesso igualitário ao EJA. Além disso, percebe-se que a inação em adquirir essa base estrutural pode reverberar diretamente no déficit da qualidade de vida do indivíduo e da sua família, e maximizar as problemáticas estatísticas citadas pelo IBGE.
Portanto, com a fito de superar os desafios relacionados à inserção de Jovens e Adultos ao EJA, compete ao Ministério da Educação ampliar o número dessa modalidade de ensino e revitalizar as demais. Para isso, esse órgão deve reestruturar as prioridades orçamentárias e direcionar verbas para a instalação de novas unidades e qualificação profissional dos docentes, por meio de especialização de ensino, palestras e cursos práticos, com a finalidade de estimular a permanência desse público e a devida aquisição de conhecimentos. Em adição, as famílias devem refletir e lutar para minimizar as desigualdades de acesso ao ensino, a partir de denúncia no Ministério Público e nas mídias, a fim de induzir a alteração dessa grave situação.