Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos
Enviada em 29/10/2019
De acordo com a Constituição Federal, promulgada em 1988, a educação é um direito de todos e é dever do Estado garanti-la. Nesse sentido, milhares de alunos que estão atrasados no período escolar procuram o EJA (Educação de Jovens e Adultos), programa oferecido pelo governo para a população que está fora da idade escolar comum. Entretanto, essa modalidade de ensino enfrenta sérios problemas para manter-se atuante, devido ao alto índice de evasão escolar e à falta de investimentos no setor.
Em primeiro plano, a dupla jornada de trabalho que os alunos enfrentam corrobora o problema de fuga escolar. Em vários episódios da série “Segunda chamada”, por exemplo, a sobrecarga que a dupla jornada causa nos alunos fica evidente, uma vez que eles trabalham durante o dia e estudam durante a noite, dificultando o aprendizado dos jovens e adultos, fato que causa a evasão escolar. Embora isso tenha acontecido na ficção, a realidade brasileira é justamente a mesma e, desse modo, cada vez mais os indivíduos encontram dificuldades para terminar os estudos.
Além disso, a falta de capital para manutenção das escolas auxilia no desgaste estrutural dessas instituições de ensino. Nos colégios públicos brasileiros que atendem o EJA, a péssima estrutura em conjunto com a falta de alimentos, carteiras e salas adequadas fazem com que esses estabelecimentos sejam limitados a atender um menor número de alunos. Dessa maneira, essa modalidade de ensino é pouco valorizada, mesmo que seja extremamente importante para o desenvolvimento do país, uma vez que eleva o nível educacional da população maior de 18 anos.
Faz-se necessário, portanto, que o Ministério da Educação disponibilize bolsas monetárias para alunos de baixa renda, por meio da criação de um projeto social de inclusão, com o auxilio das empresas privadas que terão seus impostos reduzidos. Além disso, o Ministério da Infraestrutura deve melhorar a estrutura das instituições, por meio da construção de salas de aula mais confortáveis e adequadas, com o auxilio de engenheiros civis. Espera-se, com isso, que os índices de evasão escolar do EJA diminuam.