Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos
Enviada em 29/10/2019
Na obra “Utopia”, de Thomas More, o autor retrata uma sociedade que vive em harmonia, na qual o corpo social se padroniza na ausência de conflitos e negação de direitos. No entanto, o que se observa, na realidade contemporânea, é o oposto do que Thomas prega, respectivo aos desafios para inserir a modalidade de ensino: Educação de Jovens e Adultos (EJA). Esse cenário educacional é fruto do corte de verbas, gerando o abandono do programa por parte de muitos brasileiros, o que negligencia os direitos dessa parcela da população.
Antes de tudo, é importante mostrar como o Estado, no contexto educacional, pode influenciar o aumento do abandono do programa EJA. Sobre isso, com a crise econômica e os recentes cortes de investimento na educação, de acordo com a Emenda Constitucional 95, limitou o teto de investimentos em Educação por 20 anos. Ou seja, devido a esse limite imposto pelo Estado, o EJA, paralelamente, diminuiu o seu raio de investimento, trazendo assim, a diminuição de espaço para alunos.
Partindo desse pressuposto, nota-se que esse sistema de ensino apresenta uma baixa de um terço das salas de aulas, de acordo com uma reportagem feita pelo “G1”. Tudo isso retarda essa modalidade de ensino, já que o Estado com o corte de verbas, contribui para esse quadro e, negligencia a proposta de Thomas Hobbes, em que o Estado deveria garantir o bem-estar e o direitos da população. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Destarte, o Estado, com seu caráter socializante e abarcativo, para trazer como efeito o aumento de pessoas no programa, por meio dos 3 estados, deverá promover uma reformulação acerca do corte de verbas da Emenda Constitucional 95, no intuito de liberar um maior investimento na educação. Nesse espectro, a mídia, deverá veicular em cadeia nacional, os aspectos positivos propostos pela reformulação, sugerindo ao interlocutor, bem-estar e a afirmação do direitos da população, defendidos por Hobbes.