Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos

Enviada em 30/10/2019

A Constituição Federal brasileira, promulgada no ano de 1988 pela Assembleia Nacional Constituinte, prevê que todos os cidadãos brasileiros possuem , intransferívelmente, o direito à educação e ao bem estar social.No entanto, a parcela da população que não completou os estudos na faixa etária “esperada”, encontra-se impedida de usufruir plenamente desse direito,uma vez que a modalidade de ensino EJA (Educação de Jovens e Adultos) , enfrenta diversos empecilhos , sejam eles sociais ou econômicos, que dificultam a sua aplicação e comprometem sua eficácia.Nessa perspectiva, é necessário analisar esse quadro, intrínsecamente ligado a aspectos sociais e políticos do país.

Em primeiro lugar, é importante ressaltar a responsabilidade do Estado, no que diz respeito à problemática.De acordo com um levantamento realizado pelo G1, o número de escolas que possuem a metodologia EJA caiu em 34% na última década.Fato que evidencia o descaso do Estado para com essa situação, uma vez que é o órgão responsável por democratizar a educação no país. Paralelamente, essa sitação se configura como uma violação do Contrato Social proposto pelo filósofo inglês John Locke, que previa que o Governo deveria ser responsável por garantir a todos os cidadãos - independentemente de sua faixa etária - o bem estar social.

Sob outro ponto de vista, a educação é o principal fator no desenvolvimento de um país.A partir disso, infere-se que as dificuldades enfrentadas pelos estudantes do EJA, não somente interferem no seu crescimento pessoal e dignificação, como também atrasam o desenvolvimento do país.Fato que acontece por meio da dificuldade de inserção no mercado de trabalho, universidades ou centros de pesquisa, faceada por parte de candidatos que não possuem o ensino médio completo.Nesse sentido, a problemática não fere somente a Constituição Federal, mas também a máxima defendida no pavilhão nacional, símbolo máximo da pátria brasileira - Ordem e Progresso.

Portanto, depreende-se que o Estado deve, através do Tribunal de Contas da União,direcionar capital que , por intermédio do Ministério da Educação, associado ao recém criado Ministério da Cidadania, será convertido na integração do modelo EJA às instituições de ensino básico já existentes. Ou seja,contratar profissionais aptos a ensinar Jovens e Adultos, mas que atuem no turno noturno, período que geralmente as escolas não são ocupadas pelos estudantes regulares. Dessa forma, o país poupa recursos e ainda mitiga,a médio e longo prazo os efeitos do problema na sociedade, assegurando efetivamente a todos, o direito previsto pela Constituição do País.