Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos

Enviada em 30/10/2019

Na série brasileira “Segunda Chamada”, é retratado o cotidiano da professora Selma, que dá aula em uma turma de jovens e adultos no período noturno, esses são indivíduos que não conseguiram terminar a educação básica no tempo correto. Analogamente, fora da ficção, tem-se os desafios da modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA) como reflexo de um país não desenvolvido. Isso ocorre devido a falta de estruturação pública no campo educacional, bem como a baixa adesão do público alvo ao programa.

Diante desse cenário, tem-se a fraca estrutura pública educacional como um dos fatores que colaboram para extensão da problemática, uma vez que o  Sistema Público não dispõe de artifícios capazes de orientar/auxiliar o discente e , por consequência, ocasionar sua permanência na área. Essa questão pode ser comprovada por pesquisas realizadas pela Universidade de São Paulo (USP), as quais afirmam que apenas 36 % das escolas possuem professores qualificados para o EJA. Dessa forma, fica evidente o descaso dos órgãos governamentais com os estudantes que desejam terminar sua educação básica, visto que não fomentam de mecanismos suficientes,como corpo docente especializado e salas de aula climatizadas, que incentivem o aluno a permanecer no curso.

Outrossim, a falta de interesse da população em aderir ao programa é um dos impasses da temática, visto que se não há um número suficiente de cidadãos interessados em participar das aulas, o Estado não vai investir da maneira adequada e eficiente na área. Corroborando essa ideia, o engajado filósofo em questões sociais, Marx Weber,afirmou que o Governo só investe em áreas que são populosas e em programas de alta adesão. Desse modo, fica nítido a importância da população se matricular no EJA, para que assim haja um maior investimento de cunho governamental e, por conseguinte, fornecer uma educação de qualidade ao público alvo. Entretanto, junto a esse fato, o preconceito dos indivíduos e o desalento desses os fazem desistir de cursar o ensino fundamental e médio e, por consequência, elevar o índice de analfabetos e desempregados na sociedade vigente.

Portanto, para conseguir reduzir os desafios do EJA no Brasil, é necessário que o Ministério da Educação elabore programas que melhorem  a estrutura dos centros educacionais, com a contratação de docentes com didática de qualidade, e melhoria na infraestrutura ,com salas climatizadas e material didático de qualidade, bem como promovam campanhas que abordem a importância da conclusão do ensino básico na construção do indivíduo. Esses programas serão financiados por meio de parcerias com instituições privadas, com o fito de melhorar a qualidade dos centros educacionais e sensibilizar a população a cerca do tema. Assim, a realidade brasileira distanciar-se-á da série “Segunda Chamada”.