Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos
Enviada em 30/10/2019
Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa a precária condição de estudos ofertadas aos alunos do EJA (Educação de Jovens e Adultos) no Brasil verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intrisecamente ligada à realidade do país, seja pela falta de estruturas públicas, seja pelo preconceito enraizado nessa sociedade patriarcal.
Em primeiro lugar, é indubitável que a questão constitucional e suas aplicações estejam entre as causas do problema. Tal fato se reflete nos escassos investimentos governamentais em qualificação profissional e suporte a essa parcela, medidas que tornariam o ambiente educandário mais inclusivo para os jovens, adultos e até mesmo idosos, e devido a falta de administração e fiscalização pública por parte de algumas gestões isso não é firmado.
Outro ponto relevante, nessa temática, é o preconceito que ainda é agente ativo na segregação desses alunos frente à sociedade. Um exemplo disso é a difícil introdução de alunos formados pelo EJA no mercado de trabalho devido à intolerância inerente á sociedade brasileira. Seguindo essa linha de raciocínio, o historiador Nicolau Maquiável, sustenta a ideia que os preconceitos têm mais raízes do que princípios. Assim, uma mudança nos valores da sociedade é imprescindível para transpor barreiras à construção de uma nação igualitária.
Logo, o Governo Federal juntamente com o Ministério da Educação e Cultura (MEC),por meio da ampliação de vagas em universidades, deve formentar a criação de cotas para alunos formados pelo ensino EJA, assim, abrindo novas oportunidades de emprego e tentando amenizar a desigualdade no país. Nesse sentindo, o fito de tal ação é uma melhor inserção dessa parcela na sociedade vigente, a fim de que o tecido social brasileiro se desprenda de certos tabus para que não viva a realidade das sombras, como na alegoria da caverna de Platão.