Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos

Enviada em 30/10/2019

A educação de jovens e adultos começou no Brasil colônia. A educação ofertada era referente a trabalhos manuais e a economia colonial. Foi somente em 1940, que foram criados cursos noturnos para alfabetizar jovens e adultos ( EJA), se tornando uma política educacional. Contudo, a Educação de Jovens e Adultos (EJA), vem enfrentando diversos desafios, devido ao deficit nessa politica educacional e a situação socioeconômica desses jovens e adultos.

Em primeira análise, cabe pontuar que a falta de investimento na educação de jovens e adultos e o despreparo dos professores ao ofertar o ensino a esses indivíduos, tem ocasionado a queda na alfabetização dos mesmos. Outrossim, segundo Katarina Tomaseviski, relatora da ONU, " A educação é a chave para abrir outros direitos humanos". Entretanto, o deficit na cultura do direito a educação, tem formado uma sociedade inconsciente de seus direitos.

Ademais, é importante ressaltar que a exclusão socieconômica, cultural e educacional em que a grande parcela de jovens e adultos é submetida, aliada a pobreza, marginalização, a ausência de mudança social e a busca por sobrevivência, tem formado um sentimento de descrença com o futuro e ocasionando uma queda no número de pessoas que buscam no EJA uma forma de melhorar de vida, ao adquirir um diploma.

Portanto, medidas devem ser tomadas para atenuar a problemática sobre os desafio da modalidade de ensino EJA. O governo Federal em parceria com o Ministério da Educação, deve disponibilizar verbas que sejam voltadas para a alfabetização de jovens e adultos, além de promover cursos  - no período da noite, em que a maioria dos professores tem disponibilidade de horário - que preparem os professores, para ofertar de maneira correta e de qualidade o ensino a jovens e adultos. Em adição, o mesmo ministério deve promover campanhas nas mídias sociais que incentivem e demostrem a importância do EJA, e como ele pode ser um aliado para a mudança da perspectiva de futuro de jovens e adultos não alfabetizados, e formando com isso uma sociedade consciente de seus direitos e que busca sempre melhorar de vida.