Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos
Enviada em 30/10/2019
A Constituição Federal de 1988 garante o direito a educação de qualidade para todos os cidadãos brasileiros. Em contraponto, será que o Estado possibilita um bom ensino aos jovens e adultos? O EJA - Educação de Jovens e Adultos foi um grande progresso na perspectiva educacional de pessoas que não puderam concluir o ensino fundamental e médio. Porém, as escolas ainda são excludentes diante à diversidade. Além disso, o Estado não assume responsabilidades que levam a evasão escolar, assim o EJA toma um caráter assistencialista.
Em primeiro plano, nota-se que as pessoas que abandonaram a vida escolar têm diferentes características: idades variadas, orientações sexuais distintas e identidades opostas. Analogicamente, segundo o IBGE- Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a evasão escolar de pessoas trans chega a 82%. Dessa forma, o caráter excludente da escola acaba por afastar mais uma vez essas pessoas da educação, pois o ensino de jovens e adultos é também um problema social e político.
Ademais, vale ressaltar que a condição socioeconômica interfere diretamente na decisão de abandonar a escola. Paralelamente, no Brasil há, de acordo com o IBGE, 50 milhões de cidadãos abaixo da linha da pobreza. Logo, o Estado negligência essa situação e responsabiliza somente o colégio e os professores sobre o impasse da evasão escolar. Assim, o EJA toma uma proporção assistencialista e não educacional, dificultando o ensino.
Fica evidente, portanto, que o Estado deve interceder nessa conjuntura. Primordialmente, as escolas precisam garantir a inclusão dessas pessoas dentro do seu ambiente, por meio de práticas educativas que visem a conscientização dos alunos e professores, para que o abandono escolar não aconteça outra vez. Outrossim, o Ministério da Cidadania juntamente com o da Educação devem unir-se para, mediante o concedimento de condições econômicas e sociais para jovens e adultos do EJA em situação de vulnerabilidade social, não ocorra a evasão novamente.