Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos

Enviada em 31/10/2019

Segundo o Existencialismo, doutrina filosófica surgida na França, no século XX, a liberdade de escolha é refletida nas condições de existência do ser. Portanto, cabe ao homem ser responsável por suas atitudes. Porém, no Brasil, em pleno século XXI, isso não passa de uma teoria, visto que os Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos estão em evidência - o que explicita a ausência de Políticas Públicas para a formação plena do cidadão.

No Brasil, indubitavelmente, existe medida do governo para proporcionar condições íntegras aos estudantes. Pode-se mencionar, por exemplo, a Constituição Federativa vigente no país, cujo objetivo, dentre outros direitos, é garantir a todo e qualquer cidadão, independentemente de sua natureza, uma educação de qualidade, além de promover condições de liberdade de escolha de maneira ética. Isso, de certa forma, demonstra que o Estado já intenta contemplar as ideologias do Existencialismo.

Contudo, tal ação não é capaz de atenuar, verdadeiramente, os dilemas da modalidade de ensino EJA, pois, devido à baixa qualidade da educação – que além de possibilitar consequências físicas e psicológicas, pode comprometer planos futuros, o que se observa, na maioria das camadas sociais da nação, são níveis alarmantes de evasão escolar e a falta de acesso, motivados, principalmente por aspectos socioeconômicos. Percebe-se, pois, as consequências da fragilidade da educação oferecida à maior parte da sociedade, que não prepara os indivíduos para exercerem, de fato, sua cidadania. A verdade é que, os impasses do ensino EJA no Brasil não serão atenuados, enquanto o Estado não pautar a educação na responsabilidade de forma que contribua para o convívio em sociedade, afinal “O homem é condenado a ser livre, porque depois de atirado neste mundo torna-se responsável por tudo que faz”, diz o filósofo francês existencialista Jean-Paul Sartre.

Depreende-se, pois, que há a necessidade de investimentos no Ensino Básico – o que já é assegurado pela lei de Diretrizes e Bases, n°9.394/96. Para tanto, é plausível que o Estado, por meio do Ministério da Educação, não só contemple os componentes curriculares de Formação Cidadã e Projeto de Vida, mas também – em parceria com as escolas- desenvolver nas comunidades, palestras e projetos interdisciplinares, a fim de trabalhar temas sobre a importância da valorização do estudo e a  diversidade de ensinos, com a finalidade de não apenas conscientizar, além de instruir e moralizar, e, por consequência atenuar os desafios da modalidade de ensino EJA. Se assim for feito, a maior parcela da nação desfrutará dos princípios existencialistas.