Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos
Enviada em 31/10/2019
A ascensão de Cleópatra VII, como uma das maiores governantas do Egito antigo, se dá em virtude de sua intelectualidade, visto que durante sua juventude, foi estudante de matemática, lógica, debate e ciências, assim elucidando, a importância da educação. No entanto, no que tange a realidade brasileira, percebe-se que esta sofre com instabilidades e carências, dado que a modalidade de Ensino de Jovens e Adultos (EJA), é posta em prática, em meio à dificuldades. Nesse sentido, as divergências da vida adulta, e a evasão escolar durante a idade convencional, fazem-se aspectos relevantes na análise da problemática.
Indubitavelmente, o exercício de vida de um indivíduo maior de idade, relaciona-se intrinsecamente com responsabilidades cotidianas. Comprova-se este, pelo fato da necessidade do trabalho, entre outros motivos recorrentes, que promovem o desgaste físico e mental da pessoa, resultando no baixo rendimento durante as aulas, e consequentemente na perpetuação deste, na escola. Infelizmente, essa realidade é nociva ao país, a maneira que poem em risco, o futuro da sociedade agente da razão.
Ademais, a necessidade da modalidade EJA, acontece em virtude da evasão escolar, consequência de uma realidade, que não abrange as condições mínimas para o desempenho do estudo. Conforme a Constituição Federal, promulgada em 1988, a educação é direito de todo indivíduo, sendo imprescindível sua prática, porém a situação de carência financeira de algumas famílias, resulta no desvio dos estudos dos filhos. Situação inadmissível, mediante de resoluções para possível solução.
Parafraseando, o educador Paulo Freire: “Se a educação sozinha não pode transformar a sociedade, tampouco sem ela a sociedade muda”. Urge, portanto, que o Governo, em parceria com o Ministério da Educação (MEC), invista no EJA, assim como na reestruturação de escolas, compra de materiais didáticos, profissionalização de agentes da educação, para engajar os estudos e facilitar sua prática. E por fim, visando a criação de novas cleópatras no Brasil, e na manutenção de uma sociedade racional.