Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos

Enviada em 31/10/2019

Precipuamente, há uma crescente precarização da educação básica no Brasil. Cenário agravado com a crise econômica e os recentes cortes de investimentos, limitados para os próximos 20 anos, segundo a Emenda Constitucional 95. Paralelamente, existe uma cultura de fracasso escolar, resultante da distorção idade-série. Todos esses elementos, culminam para o abandono do ensino básico. É dentro desse contexto, que a EJA (Educação de Jovens e Adultos), possui o desafio de conceder uma educação de qualidade, imprescindível para a democratização do ensino no país.

Em primeiro plano, segundo uma matéria publicada no portal de notícias G1 (Globo), o número de escolas de educação básica aumentou em 12%, entretanto, o número dessas escolas que oferecem a EJA recuou 34%. Essa queda, segundo os analistas ouvidos pelo G1, não está apenas relacionada ao aumento da escolarização dos adultos. Por certo, não há incentivos para que os estados e municípios ofertem a EJA, delegando a obrigatoriedade para a sociedade civil.

Em segundo plano, a EJA precisa ser vista como política pública e não como um modelo compensatório, com tempo e conteúdos reduzidos, distante de uma formação integral e emancipatória. Encobrindo a obrigação do Estado de garantir a conclusão do ensino básico no tempo adequado. Afinal, a EJA, não é só um problema educacional, mas também político e social.

Torna-se necessário, portanto, que o governo direcione uma maior quantidade de investimentos, para a estruturação de escolas, ensino e professores. A ampliação desses recursos, podem ser provenientes dos royalties do petróleo, resultantes do Fundo Social do Pré-Sal. Outro ponto, seriam os incentivos fiscais para os Estados e municípios que aderissem a EJA. Essas ações, contribuiriam para a diminuição da evasão escolar, preparando os alunos para lidar com o mundo de hoje, aptos a competir em pé de igualdade, por melhores condições sociais.