Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos
Enviada em 31/10/2019
Segundo dados apurados pelo portal de reportagens do G1, houve um decréscimo de 33% no número de turmas do EJA, uma modalidade de Educação de Jovens e Adultos criada pelo Governo Federal, se comparado ao aumento de 12% do número de escolas do ensino fundamental. Esse cenário poderia sugerir que o investimento teria realizado, ao longo dos anos de existência do programa, o aumento da escolarização da população por ele atendida. De acordo com a série “Adultos sem diploma”, houve avanços mas a demanda não caiu conforme esperado.
Inicialmente, cabe destacar que essa modalidade de ensino existe há décadas, com o objetivo de atender aos adultos e jovens sem acesso à educação convencional. Com antigo nome de Supletivo, esse sistema busca a qualificação do indivíduo e, por consequência, a conquista do mercado de trabalho e uma possível redução no desemprego da população. Nessa nova modalidade, as turmas são oferecidas de duas formas: presencial e à distância (EAD). Dentro de cada uma delas: o EJA Ensino Fundamental- para jovens a partir de 15 anos, para completar do primeiro ao nono ano- e o EJA Ensino Médio- para os maiores de 18 anos, além de poder preparar o estudante para ingresso à Universidade. Trata-se, portanto, de um investimento com grande retorno que pode elevar nível de escolaridade, fator que compõe o IDH- Índice de Desenvolvimento Humano, um dos componentes do grau de desenvolvimento econômico dos países.
Ademais, os países que investiram em educação e qualificação de sua população, obtiveram elevados avanços econômicos,fato comprovado historicamente Esse foi o caso da Índia, que hoje se destaca do bloco dos países em desenvolvimento, graças à melhoria na qualificação de sua população. Esse país destaca-se na prestação de serviços em diversas áreas, principalmente de informática e de comunicações, para grandes empresas de todo o mundo. Dentro dessa perspectiva e do fato da pirâmide etária brasileira estar em transição, com predominância de adultos, é lícito pensar que o foco da educação deva englobar tal faixa da população pois ela será a base da economia do país.
Concluindo, é inquestionável a necessidade do aumento na oferta do EJA e, para tanto, o Governo Federal deveria abrir turmas em todas as escolas da rede pública, aumentando o número de professores, oferecendo mais vagas, diversas opções de horários e acesso facilitado do método para a modalidade EAD, com objetivo de atingir o maior número de pessoas. Afinal, como disse Mandela: “a educação é a arma mais poderosa que você tem para mudar o mundo”, a começar pelo indivíduo, pelo cidadão, por seu país, visando atingir melhor qualidade de vida para a população e maior geração de renda, pelo acesso a empregos que exigem maior qualificação.