Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos

Enviada em 11/11/2019

(Caro corretor, como não tenho condições de pagar 15 reais para a correção do tema do ENEM 2019, veio por meio desa implorar que analise minha correção. Por favor, nunca e pedi nada.)

“Os homens criam as ferramentas e as ferramentas recriam os homens”. A máxima de Marshall McLuhan associa-se à realidade brasileira, uma vez que os filmes, importantes recursos digitais para disseminar e valorizar a cultura, tornou-se um meio de lucro, somente. Desse modo, tendo em vista que a expressiva desigualdade social do país corrobora o difícil acesso dos mais pobres ao cinema, cabe analisar com maior amplitude essa questão referente à privação social do Brasil contemporâneo.

A priori, ressalta-se o motivo que dificulta a inserção dos pobres nesse âmbito. Desde a vigência do capitalismo, no século XV, as indústrias aproveitam de diversos meios para lucrarem, sendo o entretenimento um de seus alvos. Com isso, o cinema, em vez de ser igualitário à população, restringe-se aos que têm condições de chegar até o local e pagar pelo ingresso. Para ilustrar essa vultosa disparidade financeira, a Organização das Nações Unidas classifica o Brasil com o de´cimo país mais desigual do mundo. Assim, entende-se que, em uma nação repleta de injustiça, torna-se impossível que os os habitantes usufruam, igualmente, desse importante dispersor cultural.

Por conseguinte, essa comercialização gera um ciclo vicioso de desvalorização da história do país. A partir do cenário distópico de 1984, de George Orwell, em que o governo manipulador altera os dados televisivos a seu favor para manter a população controlada, é possível compreender a importância da mídia ao que concerne à dispersão de informações ao público. No entanto, esse afastamento da classe menos rica das salas cinematográficas impede-os de ter acesso a fatos históricos e recentes do país, retratados pelos longametragens. Logo, esse hábito inconsciente de não frequentar cinemas é transmitido pelas gerações, resultando em um ciclo que compromete a valorização dessa arte e a agregação de novos saberes e valores individuais.

Diante dos fatos supracitados, portanto, urge que medidas sejam providenciadas para garantir a democratização do acesso ao cinema no Brasil. Cabe ao Ministério da Cultura, em parceria ao Ministério da Tecnologia, a exposição de filmes clássicos e atuais à população mais precária, com o intuito de garantir o acesso justo e igualitário dos brasileiros a esse recurso que possui grande valor cultural. Essa ação deve ser exercida por intermédio da exibição semanal de filmes em telas implantadas nas praças públicas de todo o país. Somente assim, como proferido por Marshal McLuhan, as ferramentas criadas pelo homem recriarão a sociedade, de modo a garantir o acesso igualitário a todos os brasileiros.