Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos
Enviada em 11/11/2019
Amigão, tema do ENEM ai… vou dar 5 estrelas você corrigindo ou não
Cartas para a metrópole, contos, sermões, poemas e peças teatrais. Diversos foram, durante a história do Brasil, os meios culturais que a população tinha acesso. Embora sejam outros contextos sociais, na hodiernidade, o cinema demonstra uma importante ferramenta social. Sobre essa temática, dois aspectos fazem-se relevantes: as dificuldades econômicas do acesso ao cinema e a falta do Poder Público em assegurar a democratização da cultura.
Mormente, é factível relacionar a atual conjuntura econômica para tal tema. De acordo com a Escola de Frankfurt, as redes do sistema capitalista interferem diretamente nas dinâmicas de poder de compra, ou seja, a disparidade social determina no acesso aos bens de consumo. De forma análoga, as determinações de preços dos cinemas –ingresso- é fator importante no que tange à possibilidade de ir ao cinema, porquanto, diante de um cenário de desigualdade social, a acessibilidade da cultura é dificultada. Desse modo, as estruturas sociais desiguais são prejudicadas pela associação do cinema ao lucro da industria cultural.
Ademais, o Governo Brasileiro negligência em aproximar a sociedade do cinema. Segundo o jornalista Gilberto Dimenstein, em seu termo “Cidadania de papel”, os direitos constitucionais não são exercidos na prática, apenas previsto no âmbito legislativo. De fato, a Constituição Brasileira de 1988 prevê os direitos à cultura para o cidadão, entretanto, o estado atual de políticas públicas é ineficiente, porque privilegia o amparo à industria cultural –por meio de investimentos financeiros. Dessa forma, é evidente que o Estado perpetua o atual cenário de desigualdade no acesso ao cinema.
Urge, destarte, uma intervenção Governamental para garantir o direito da sociedade nos ambientes socioculturais. Para isso, cabe ao Governo Federal criar um projeto “bolsa-cinema”, que vise depositar créditos (mensalmente) para ser utilizados nos cinemas de rede privada, de modo que a autonomia esteja no indivíduo escolher o filme para assistir, com o intuito de democratizar o acesso ao cinema. Paralelamente, o Ministério da Educação (MEC) deve incentivar atividades extracurriculares –do ensino público- em assistir filmes educacionais nos cinemas com parceria privadas, a fim de oferecer esse contato já na escola.