Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos

Enviada em 25/11/2019

Durante a Idade Média na Europa, no período da Escolástica, foi criada a primeira escola; e durante a colonização do Brasil, os jesuítas trouxeram esta ideia para as terras brasileiras. Atualmente, com outras finalidades das daquela época, as escolas atendem crianças, jovens e adultos. Contudo, o número de instituições que disponibilizam acesso às pessoas maiores de quinze anos através do EJA, Educação de Jovens e Adultos, está a diminuir exponencialmente com o passar do tempo. Nesse sentido, convém avaliar as principais causas e consequências desta problemática.

Hodiernamente,apesar do número de adultos sem completar os estudos ter diminuído, mais da metade da população brasileira, em maior exatidão: 52%, não tem diploma de ensino médio, de acordo com a OCDE, Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico. Esse números são alarmantes, principalmente, quando comparados com a ambiguidade dos altos níveis de desemprego e grande quantidade de vagas que não são preenchidas, pois estas não fazem-se ocupadas devido à falta de qualificação da população.

Faz-se mister, ainda, ressaltar a corrupção como um dos principais fatores causadores do problema, uma vez que o dinheiro que deveria ser investido em programas educacionais, como o EJA, é desviado, assim este fica com a parte mais opulenta da sociedade. Consoante Ederson Duarte, escritor brasileiro, “o pior crime que existe é a corrupção porque não é apenas contra você, mas é contra toda a população”. Com isto, percebe-se o impacto da corrupção dos governantes na vida dos cidadãos.

Portanto, é perceptível que algumas medidas devem ser tomadas em relação a essa problemática. Sendo assim, é necessário que o governo seja consciente, e não furte o dinheiro do povo, sendo que este será aplicado também na educação, fator essencial para o desenvolvimento de um país. Além disso, a população deve ler, pesquisar e se informar sobre os seus candidatos em época de eleição e fiscalizá-los durante seu exercícios do poder político, para que não corra o risco de ser enganado por corruptos. Dessa forma, o Brasil poderia superar o entraves que há para a prosperidade da educação de jovens e adultos.