Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos
Enviada em 27/11/2019
Na antiguidade, a Acadêmia de Platão era uma espécie de escola que só os indivíduos considerados cidadãos tinham acesso a esse ensino, isso excluía mulheres e escravos. Esse fato histórico assemelha-se ao grande número de pessoas, existentes no Brasil, que não tiveram oportunidade de frequentar o colégio na infância e adolescência. Assim, a Educação de Jovens e Adultos (EJA), seria uma estratégia do Estado para que essas pessoas retomassem seus estudos. Porém, este modelo de ensino não está sendo suficientemente eficaz, devido não só a inexistência de estímulo por parte o governo, como também, a falta de metodologia pedagógica que atenda as necessidades desse grupo.
Cabe evidenciar, a princípio, que a Constituição de 1998 assegura o direito à educação para todos, no entanto, é necessário que, para além disso, exista uma motivação por parte do Estado, para que essas pessoas possam dar continuidade aos estudos. Visto que, existem nesses indivíduos um sentimento de derrota e incapacidade, o que acaba sendo um estorvo para que as mesmas retornem a escola. Assim, um reflexo desse impasse foi a redução no número de matrículas, nos últimos anos, no ensino EJA, segundo o site de notícias G1. Desse modo, é indispensável uma mudança dessa conduta do governo urgentemente.
Outrossim, é importante salientar que a proposta pedagógica do EJA é equivalente a do público infantil, sendo este um obstáculo para a supressão do problema. Já que, tratam-se de pessoas com perfis variados, o que torna necessário não só a reposição de conteúdo, mas também, o diálogo com esses alunos sobre seus conhecimentos, pois, como disse Augusto Cury, “Educar não é repetir palavras, é criar ideias, é encantar”. Dessa forma, uma mudança nessa didática educacional é fundamental para a melhoria do ensino.
Logo, cabe ao Minstério da Educação (MEC), fazer uma reformulação na educação do EJA, sendo que nessa nova proposta as aulas seriam mais práticas, dando ênfase na aplicabilidade no dia a dia, para que os estudantes se sintam mais estimulados com a escola. Além disso, os docentes seriam capacitados, por meio de cursos e workshops, ministrados por especialistas da área, para lidarem com esse grupo, dessa forma, os alunos seriam bem acolhidos no espaço escolar. Ademais, o MEC, deve fazer campanhas na TV retratando a importância da educação na vida das pessoas, mesmo que ela seja tardiamente, com a finalidade de despertar o desejo da formação educacional. Dessa maneira, a proposta do governo em relação ao EJA seria mais eficiente e, de fato, diminuíria o grande número de indivíduos que não frequentaram o ensino básico.