Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos
Enviada em 17/12/2019
No Governo de Juscelino Kubitschek (1956-1961) ocorreu investimento em diversas áreas, por causa do Plano de Metas. Em consonância ,o setor que teve menor investimento foi a educação , logo que possibilitou desafios na educação brasileira. Nesse sentido, é perceptível que em decorrer dessa situação, a problemática da modalidade de ensino EJA( Educação de Jovens e Adultos) surgiu e, também, colaborou a ineficiência das medidas governamentais. Dessa maneira, é necessário avaliar não só a quantidade de recursos financeiros disponíveis, como, também, as desigualdades sociais em relação a esse problema.
Vale salientar, em primeiro plano, que é insuficiente a quantidade de investimentos para o EJA fornecer uma educação de qualidade. Prova disso é a Solidariedade Orgânica de Émile Durkheim, na qual declara que para haver harmonia na sociedade, todos os setores compostos nela são importantes, assim essa educação não constrói cidadãos, que possuam criticidade em relação a comunidade que estão inseridos. Sob esse prisma, esse empecilho desencadeia a necessidade de mão de obra especializada , pois o Estado não atribui a devida importância à modalidade de ensino EJA.
Convém ressaltar , em segundo plano , que a desigualdade social compromete o número de indivíduos , nos quais terminam a educação básica. Evidência disso é o dado do IBGE( Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) , no qual mostrou que o 1 % mais ricos recebe 36 vezes mais que os 50% mais pobres, dessa forma é visível que isso ocorre pela falta de educação de qualidade e pela ineficiência do EJA em inserir essas pessoas no ensino superior. Desse modo, percebe-se que muitos que fazem essa modalidade de ensino estão nela, porque tiveram que entrar no mercado de trabalho em razão da desigualdade social.
Em virtude do exposto, portanto , é notável que permanece desafios na modalidade de ensino EJA, devido o pouco investimento estatal e pela falta de eficiência das medidas do Governo. Assim, urge ao MEC(Ministério da Educação), na pessoa do Ministro Abraham Weintraub, fornecer verbas direcionadas na formação de indivíduos críticos , por meio de aulas com metodologias ativas de ensino. Ademais, o Ministério da Comunicação( MCTIC) terá que promover os benefícios de terminar a educação básica, por intermédio da mídia televisiva e das redes sociais. Em síntese, a fim de minimizar os desafios do EJA, formar cidadãos com criticidade, aumentar o número de alunos do EJA no ensino superior e reverter a falta de importância atribuída a educação pelo Governo de JK.