Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos
Enviada em 09/01/2020
Já dizia o filósofo Aristóteles, “Todos os homens têm, por natureza, desejo de conhecer.”, entretanto, falta-lhes devidas oportunidades. A criação do programa, Educação de Jovens e Adultos (EJA), foi de suma importância, contudo muitos desafios ainda são encontrados.
Em uma primeira análise, o EJA, que abrange em sua maioria adultos, devolveu a esses cidadãos o contato com o estudo que eles perderam ou não tiveram quando mais novos. Tal chance, depois de anos, é de significativo apreço, pois assim, retomaram às salas de aula, em busca de qualificação e conhecimento, cerca de 3,5 milhões de brasileiros, de acordo com pesquisas feitas pelo G1 em “Adultos sem diploma”.
Em contraste a esse dado, deve-se observar que ainda há entre 30 e 40 milhões de brasileiros sem diploma no país. Ademais, o número de escolas que disponibilizam o EJA para a comunidade decresceu em 34% e, também, mesmo aquelas que continuam ofertando o curso, a divulgação é mínima e dispõe de concorrência muito alta.
Nessa lógica, a frase de Aristóteles conversa paralelamente com o tema abordado, uma vez que o homem busca o conhecimento, porém seus métodos de acesso são limitados e muitos obstáculos são enfrentados. Dessa maneira, com o intuito de facilitar e abrir mais portas de acesso a esses jovens e adultos, é indispensável o trabalho conjunto do Ministério da Educação, do Inep e até mesmo dos Institutos Federais em divulgarem e oferecerem maneiras gratuitas de educar esse grupo de pessoas, sejam por trabalhos sociais, ou implementações governamentais.