Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos

Enviada em 01/02/2020

Em décadas passadas, apenas pessoas de famílias ricas podiam frequentar escolas e faculdades, fazendo com que a taxa de analfabetismo fosse muito alta, visto que em sua maioria, a sociedade era composta por pessoas de média e baixa renda. Atualmente, no Brasil, segundo a constituição, todos tem o direito de estudar, no entanto, problemas sociais impedem que o mesmo ocorra, algo que deve ser mudado.

Nesse contexto, é necessário destacar que muitas regiões do país estão, hoje, em estado precário, tendo grande parte da sua população em extrema pobreza. Visto isso, muitas crianças e adolescentes acabam sendo obrigadas a abandonar seus estudos e a começar a trabalhar, fazendo com que os mesmos só voltem a estudar depois de adultos. É importante ressaltar também que muitas regiões ainda não oferecem ensino para maiores de idade, e quando oferecem, não há muitas vagas, dificultando ainda mais seu processo de escolarização.

Embora a taxa de analfabetismo possa não parecer muito grande (de acordo com o IBGE em 2019, refere-se a 6,8%) comparada a população total da nação, isso corresponde a um número muito grande de pessoas (11,3 milhões), no qual 40% diz respeito a indivíduos que não fizeram o ensino fundamental. Entretanto, muitas pessoas não sabem disso, visto que o assunto não é muito abordado na mídia, e quando falam sobre, não fornecem muitos dados.

Em suma, é indubitável que medidas sejam tomadas. O governo deve, por meio do ministério da educação, analisar todas as regiões do Brasil e fornecer mais escolas do tipo EJA, tanto no interior dos estados, como nas grandes cidades; deverá criar metas de ensino, no qual todo ano a taxa terá de diminuir. A mídia por sua vez, devido o seu grande alcance, deve abordar o assunto mais vezes e divulgar em quais lugares as pessoas podem encontrar as escolas EJA e fornecer dados, como por exemplo o dia de matrícula.