Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos

Enviada em 18/02/2020

O artigo primeiro da Declaração Universal dos Direitos Humanos diz: “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos”. Nesse sentido, o EJA (Educação de Jovens e Adultos) é uma ferramenta essencial para garantir essa igualdade através da educação. Entretanto, problemas como jornada de trabalho dos estudantes, falta de escolas que adotem essa modalidade e até mesmo o preconceito impedem que mais pessoas busquem essa forma de ensino.

A fim de analisar o EJA, é  essencial conhecer, mesmo que de modo superficial, o perfil das pessoas que participam dele. Segundo o site G1, o salário médio das pessoas que concluíram apenas o ensino fundamental é cerca de 800 reais e de 1400 reais para aquelas que possuem o nível médio. Desse modo, mostra-se claro que quem frequenta o EJA costuma ter salários mais baixos e por conseguinte uma longa jornada de trabalho para conseguir se manter financeiramente. Sendo assim, torna-se pouco atrativo para essas pessoas voltar a estudar, mesmo que isso represente uma melhor qualidade de vida e um salário maior, pois seria difícil conciliar a jornada de trabalho,estudos e em alguns casos, família .

É inegável que, principalmente nos grandes centros, a falta de escolas  em tal modelo desestimule a busca da conclusão dos estudos, pois, sobre a rotina de trabalho, seria exaustivo percorrer um longo percurso diariamente. Soma-se a isso o preconceito tido às pessoas que frequentam formas não convencionais de ensino, assim como ocorreu com o MOBRAL.

Em virtude desses fatos, os problemas devem ser resolvidos. Portanto, o MEC deve atuar não só no aumento do número de escolas que possuam a modalidade EJA, mas deve popularizar a sua forma de ensino à distância para alcançar aqueles que trabalham. Além disso, o mesmo órgão governamental deve criar campanhas incentivando e mostrando a importância geral de tal modelo de educação. Portanto, estas medidas são necessárias para fazer valer o exposto no que tange a questão da dignidade e igualdade de direitos na Declaração dos Direitos Humanos.