Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos

Enviada em 02/03/2020

A Constituição Federal defende a oferta da educação gratuita para todos os que não usufruíram do acesso a ela na idade própria. Nesse contexto, se insere a educação de jovens e adultos (EJA),  que se comporta como uma alternativa oferecida aos brasileiros para o término do ciclo escolar. Todavia, essa categoria educacional ainda é cercada de desafios referentes a sua completa implantação, haja vista que a falta de políticas públicas a torna desprivilegiada. Sendo assim, dentre os principais problemas relacionados ao tema, têm-se: a escassez de investimentos e os preconceitos ligados a esse modelo. Logo, são precisas medidas que culminem com os dilemas da educação de jovens e adultos no Brasil.

Inicialmente, destaca-se os poucos investimentos na EJA. Nesse caso, não há uma aplicação monetária eficaz que garanta a essa modalidade um resultado positivo na sociedade. De acordo com o Sistema Integrado de Operações (Siop), o valor destinado ao programa no ano de 2019 foi o menor da década, o que corresponde a 16 milhões de reais para o setor. Nesse sentido, a diminuição da verba ocasiona dificuldades na manutenção do programa, haja vista que não haverá escolas suficientes para todos os alunos, professores disponíveis, bem como projetos voltados às necessidades de cada indivíduo.  Assim, a oferta do ensino não será igualitária, o que exclui o direito à educação. Dessa maneira, a pouca atuação na EJA desfavorece a sua eficácia.

Ademais, lembra-se acerca dos preconceitos sobre esse ensino. Nesse viés, a educação para jovens e adultos é vista, geralmente, como caridade e não direito. Isso se deve, sobretudo, porque a modalidade é ligada a questões sociais, já que a maior parte dos alunos são pertencentes a classes sociais carentes. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), sete em cada dez brasileiros sem ensino fundamental completo tem renda familiar de até um salário mínimo. Por conseguinte, há o  desprezo por esse modelo, pois o indivíduo que não completou o ciclo escolar não é bem visto pelo coletivo. Dessarte, a falta de apoio social contribui como uma objeção para a EJA.

Logo, alternativas devem ser apresentadas para a resolução da problemática que envolve os desafios da modalidade da educação de jovens e adultos.O Ministério da Educação - cuidador da política nacional da educação (PNE) - deve investir na EJA, por meio de planos que visem a asseguração dos direitos à educação dos brasileiros. Para isso, é preciso que haja a construção de escolas que ofertem o ensino, contratação de professores específicos e projetos de vida educacionais, a fim de que não falte o oferecimento do ensino aos indivíduos. Além disso, é fundamental que se invista em campanhas mediante comerciais televisivos que abordem o tema, com o fito de esclarecer o que é a EJA, com o o objetivo de extinguir qualquer tipo de preconceito relacionado a ela.