Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos

Enviada em 16/07/2020

Segundo o Indicador de Analfabetismo Funcional (Inaf), cerca de 38 milhões da população brasileira, entre 15 e 64 anos, são analfabetos funcionais. Para essa parcela da população, existe a Educação de Jovens e Adultos (EJA); entretanto, conforme informado pelo mesmo órgão, apenas 3,5 milhões participam da modalidade. Esse dado revela a necessidade de investigação dos motivos pelos quais os beneficiados não estão aderindo ao programa e a indispensabilidade de políticas públicas que aumentem a qualidade e o engajamento da EJA.

Primeiramente é preciso entender porque o cidadão não quer participar da EJA: a baixa autoestima, o medo do preconceito e a sensação de que é tarde para aprender, fazem o indivíduo se distanciar do próprio direito. Porém, segundo um estudo do curso de pedagogia da UFPR, o desenvolvimento cognitivo é interno e contínuo,  ou seja, acontece desde os primeiros dias até o fim de nossas vidas, desse modo, é possível aprender inclusive durante a juventude, a fase adulta e idosa.

Ademais, há problemas estruturais, pois apesar dos jovens e adultos terem a capacidade de adquirir conhecimento, o ambiente deve ser adequado a essa realidade. Ao observarmos o cenário das escolas públicas pelo Brasil, nota-se problemas de infraestutura, por exemplo, falta de material, quadros e bancas quebradas; além disso, falta capacitação aos professores e valorização profissional, as quais também são essenciais ao processo. Isso tudo deveria ser garantido pelo poder público, pois, segundo o artigo 205 da Constituição Federal, a educação não é só responsabilidade do núcleo familiar, mas tambėm do  Estado.

Portanto, para reduzir os desafios da modalidade EJA no Brasil, o MEC em parceria com os governos estaduais, devem reformular o ambiente do programa. Isso ocorrerá por meio da adoção de formação sazonal de professores e acompanhamento psicológico regular para os estudantes, com a finalidade de construir uma autoestima nos alunos que os tornem conscientes de que podem aprender e que contarão com profissionais realmente qualificados durante o processo.