Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos

Enviada em 18/12/2020

A Constituição de 1988 tange que todo cidadão brasileiro tem direito à educação. Entretanto, tendo em vista os desafios da modalidade de Educação de Jovens e Adultos (EJA), devido à negligência governamental e aos maus costumes socioculturais, é visível que a lei está sendo descumprida. Destarte, convém que sejam analisados os pilares que sustentam essa problemática a fim de que seja possível combatê-la.

Dessa forma, como destacou Platão, um bom governo deve garantir educação para sua população. Partindo do pensamento do filósofo, é visível que o governo brasileiro não seria bem visto aos olhos de Platão, dado que, segundo o IBGE, mais de 47% dos participantes do EJA desistem do projeto por falta de suporte nos estudos, de modo que faltam recursos didáticos, como livros, devido aos baixos investimentos dos governantes na área da educação. Por conta disso, milhares de jovens e adultos, que poderiam se formar pelo EJA, acabam desistindo desse recurso, algo que aumenta o desemprego causado pela não formação no Ensino Médio.

Outrossim, para Henri Lefebvre, maus costumes são criados pelo passado e transmitidos por diferentes épocas como paradigmas. Logo, é evidente que a frase de Lefebvre explica um pilar dos desafios do EJA, dado que, décadas atrás, era repassada a ideia de que teria uma fase da vida para estudar, após ela, o indivíduo deveria somente trabalhar. Infelizmente, essa cultura ainda se faz presente na contemporaneidade. Como consequência disso, diversos cidadãos que fariam esse projeto para o término do Ensino Médio ficam com vergonha de estudar após passar da “fase de estudos” imposta pela sociedade.

Portanto, medidas são necessárias para combater essa problemática. Cabe ao Ministério da Educação (MEC), por meio de uma maior verba do Governo Federal, aumentar os recursos didáticos do EJA, de modo que serão comprados livros e outros equipamentos que auxiliem os estudantes desse projeto, haja vista que isso irá diminuir a taxa de evasão. Somado a isso, o MEC, utilizando meios de comunicação, deverá fazer mais propagandas do EJA, tendo como foco desconstruir a cultura da “fase de estudos” e atrair novos alunos para esse curso.