Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos

Enviada em 14/03/2020

O aprendizado, está diretamente relacionado a construção da identidade, da autoconfiança e da dignidade do indivíduo. O EJA, torna possível que que as minorias que não tiveram oportunidade de concluir os estudos, consigam atingir esse objetivo em menos tempo. Contudo, no Brasil, o EJA não é visto com um direito básico a ser assegurado, e sua importância é diminuída pelos governadores do estado e pela sociedade.

Se o acesso ao ensino público e de qualidade, no Brasil, pelos mais jovens, já é complexo, essa dificuldade se intensifica, ao tratar dos mais velhos. Isso ocorre, pois, a preferência do governo é educar e preparar os mais novos para o mercado de trabalho (o tempo de contribuição deles será maior, e na teoria, elas serão mais dispostos e saudáveis também). Portanto, o público do EJA fica esquecido, e impedido de buscar por melhores condições, e devido a alta competitividade, não conseguem se inserir no mercado de trabalho. Isso é evidenciado na série “Segunda Chamada” da Globo, em que, moradores de regiões periféricas lutam para finalizar seus estudos, após não terem conseguido fazê-lo quando mais novos. Apesar de serem reunidos, nas aulas noturnas, por motivos distintos, eles se assemelham em um fato: a incompetência do governo a garantir esse direito básico.

Além disso, o EJA é uma alternativa de compensação, que é preterida pelos governadores do Estado. Ele é tratado como se fosse resumido apenas a um programa, ou política pública, uma atividade extra que ocorrerá se houver sobra de verba, tempo e disposição. Isso dificulta ainda mais a vida das pessoas, geralmente pobres e marginalizadas, que enfrentam dificuldades diárias para manter os estudos.

Em virtude dos fatos supramencionados, têm-se que o EJA é a forma mais eficaz de garantir a conclusão dos estudos à aqueles que não finalizaram o ensino formal, e sendo ele desvalorizado no Brasil, faz-se necessário que medidas sejam tomadas para contornar esse cenário. Para tanto, o MEC deve investir nesta modalidade de ensino, através de incentivos fiscais, com o intuito de expandir do EJA e melhorar a qualidade do mesmo, fazendo com que mais pessoas possam ter acesso a esse recurso. Esse investimento deve se estender também, à qualificação de profissionais, aptos a trabalhar com esses alunos. Só assim, o direito a educação, garantido a todos, pela constituição de 1988 será exercido.Como disse Aristóteles “A educação têm raízes amargas, mas frutos doces”