Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos
Enviada em 02/04/2020
A série brasileira Segunda chamada conta a história da escola fictícia Carolina Maria de Jesus e os desafios dos alunos e professores dessa que abrange a Educação de Jovens e Adultos.Paralelamente, na realidade, muitos jovens abandonam a escola por motivos diversos e ter a opção de voltar a estudar através do EJA é um direito essencial. No entanto, há ainda muitos obstáculos nesse meio advindos de um problema cultural e da falta de maiores investimentos por parte do poder público, fazendo-se necessária uma análise desse impasse.
Primeiramente, é necessário entender que, no Brasil, por um processo cultural, a educação não é entendida como prioridade, trazendo vários prejuízos à população. A esse respeito,o filósofo iluminista Voltaire afirmou: educar mal um homem é dissipar capitais e preparar dores e perdas para a sociedade. Nesse sentido, alguns percebem, mesmo que tardiamente, que voltar a estudar é a melhor opção para se buscar uma melhor qualidade de vida. Contudo, esses poucos, encontram barreiras sociais como a falta de informação sobre essa modalidade de ensino, julgamentos e críticas em relação à idade,ou longas jornadas de trabalham que os impedem de voltar às salas de aula. Com isso, os altos índices de analfabetismo se mantém e o desenvolvimento de todo o país é afetado.
Além disso, nota-se problemas na infraestrutura e nos métodos desse sistema. Tendo isso em vista, destaca-se que, apesar de a educação ser um direito garantido pela Constituição brasileira, essa é uma área que ainda não recebe a devida atenção do Governo. Isso é notório uma vez que o EJA é visto como um simples programa que não tem prioridade nos investimentos da receita. O resultado é um ensino rígido que não valoriza os saberes e vivências individuais dos alunos - muitas vezes pela falta de profissionais qualificados -, além de estruturas precárias e um número insuficiente dessas escolas em algumas regiões. Dessa forma, tem-se a perda de inúmeros estudantes com grande potencial para integrar a mão de obra qualificada brasileira e amenizar o desemprego e trabalho informal,que têm taxas significativas no Brasil.
Portanto, medidas são necessárias para que esses desafios sejam superados e a Educação de Jovens e Adultos seja mais valorizada. Para tanto, é essencial que o Ministério da Educação realize investimentos voltados para campanhas midiáticas que dêem mais visibilidade a essa modalidade e esclareçam sua importância, bem como essa mesma instância planeje a modernização das escolas e a ampliação dessas pelo Brasil. Isso será possível por meio da revisão da PEC 241 que limita os gastos em educação.Assim, haverá um maior comprometimento das autoridades e uma mobilização geral, beneficiando não só os que sonham se formar, como os da escola fictícia, mas toda a população.