Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos
Enviada em 24/03/2020
O EJA anteriormente chamado de supletivo, é direcionado para as pessoas que por diversos problemas em sua idade escolar, não puderam completar os estudos. Ele abrange um grande número de pessoas e de diversas idades, desde o idoso, a mulheres que engravidaram cedo ou pessoas que simplismente abandoram os estudos.
Na última década, o Brasil teve um aumento de 12% em escolas com a educação básica, de 255.455 para 286.014. Mas no mesmo período o número de escolas que oferecem o EJA do ensino fundamental, reduziu 34%, isso é um número muito grande, comparado ao número de pessoas com baixa escolaridade. E o Ensino de Jovens e Adultos (EJA), não é algo que dura anos, como o ensino fundamental (9 anos), o EJA reduz este período em 2 anos para completar todo o ensino fundamental, e o período para completar o ensino médio no EJA é de 18 meses.
Percebe-se que o EJA pode ser completado em um curto período, mas atualmente o número de pessoas que fazem o EJA no Brasil, é muito baixo, comparado ao número de pessoas com baixa escolaridade que segundo um estudo do IBGE, 5 em cada 10 Brasileiros adultos não frequentaram a escola além do ensino fundamental. Mas também há outro número preocupante, pois o número de escolas com turmas do ensino fundamental do EJA em 2009, era de 37.334, já no ano de 2018 esse número reduziu para 24.658.
Através desses dados, pode-se afirmar que governo Brasileiro deve investir mais no Ensino para Jovens e Adultos (EJA) já que 5 em cada 10 brasileiros que possuem escolaridade baixa, possam completar seus estudos, assim o Brasil podendo ter profissionais mais capacitados e para que o adulto que por algum motivo teve que abandonar seus estudos, possa fazer o ensino fundamental ou médio, e mais tarde ingressar em uma faculdade.