Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos

Enviada em 27/03/2020

Promulgada pela ONU em 1948, a declaração Universal dos Direitos Humanos assegura a todos os indivíduos o direito à educação  e ao bem estar social. Todavia, uma porcentagem da sociedade  brasileira enfrenta desafios na modalidade de ensino EJA (Educação de Jovens e Adultos), na qual impossibilita que eles desfrutem desse direito universal na prática. Nessa âmbito, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.

É importante salientar, de inicio, que a  educação é o fator essencial no desenvolvimento de um País. Nessa perspectiva, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que o sistema público de ensino fosse eficiente no Brasil. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido na redução de escolas que oferecem o ensino de jovens e adultos. Diante do exposto, não só é  lesada a ingressão como também é prejudicial a democratização do ensino.

Faz-se necessário, ainda, ressaltar  a ausência  de tempo livre   como impulsionador do desafio da ingressão dos jovens e adultos no EJA. De acordo com o sociólogo polonês, Zygmunt Bauman,  a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI. Diante de tal contexto, as classes mais baixas são as mais afetadas, uma vez   que a jornada de trabalho e as obrigações  domésticas deve ser  conciliadas  com os estudos.

Infere-se, portanto que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de uma sociedade melhor. Dessa maneira, é inadiável que o Ministério da Educação  por meio de projetos não só incentive a inclusão como também aumente  o percentual de escolas para  jovens e adultos, a fim de possibilitar uma qualificação e  um melhor posicionamento no mercado de trabalho.Dessa forma, o Brasil poderia superar os desafios da modalidade de ensino do EJA.