Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos

Enviada em 29/03/2020

Consoante Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul, “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar pra mudar o mundo”. Todavia, o acesso à Educação para Jovens e Adultos (EJA) ainda não é democrático, seja tanto por fatores locacionais quanto pela ausência de informações a respeito. Diante disso, faz-se fulcral compreender os primórdios para esse obstáculo de coletivizar o conhecimento.

A priori, é válido ressaltar a redução do número de instituições que oferecem a categoria EJA como um elemento propulsor da problemática. Nesse contexto, a Constituição Federal Brasileira de 1988 garante, em seu artigo sexto, a educação como um Direito Social. Entrementes, houve uma queda de 34% na quantidade de escolas com a pedagogia direcionada a esse público, de acordo com uma pesquisa efetuada pelo jornal G1. Assim, para que o direito constitucional seja assegurado, as autoridades governamentais devem, urgentemente, reverem seus posicionamentos.

Outrossim, é crucial apontar o desconhecimento como outro agente fomentador do impasse. A esse respeito, a Terceira Lei de Newton afirma que toda ação corresponde a uma reação de mesma intensidade, porém que atua em sentido oposto. De teoria à prática, nota-se que a carência de conhecimento sobre as possibilidades advindas da obtenção do diploma sustenta a permanência dos empecilhos nessa alfabetização e, por conseguinte, colabora para que a quantidade de brasileiros sem diploma persista entre 30 e 40 milhões.

Dessarte, é necessário que a sociedade obtenha mecanismos a fim de universalizar a modalidade de ensino EJA. Para tanto, cabe o Ministério da Educação, por meio de verbas governamentais, a maior disponibilização de redes de ensino para a categoria. Carecendo, também, da divulgação das resultantes de um diploma, como melhores ofertas no mercado de trabalho, culminando em mais alunos interessados. Somente dessa mania, o artigo sexto será executado com êxito e o mundo poderá ser transformado mediante a arma mais poderosa segundo N. Mandela, a educação.