Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos

Enviada em 05/04/2020

Em vários momentos da história, a educação foi privilégio de poucos, como foi visto na Grécia antiga, onde apenas os homens tinha o direito a educação, assim também foi no período feudal, no qual apenas a nobreza e o clero eram letrados. Desse modo, acontece nos dias atuais, porém o privilégio tornou-se mais velado, mas ainda mantém muitos a margem da sociedade. Isso porque, apesar de haver políticas que democratizem a educação, como o ensino de EJA - educação de jovens e adultos-, essas ainda é tratadas como facultativas. Assim sendo, ocorre uma falta de investimento nesses estilo educativo e, por fim, acaba por aprofundar a exclusão social e a desigualdade.

Em primeiro lugar, cabe destacar que a falta de investimentos no ensino de EJA, por parte dos governos, para melhorar a qualidade das escolas e do ensino é notória e explicitada pela diminuição no número de instituições com essa modalidade. Vê-se, também, o aumento da evasão dos alunos, porque muitos não tem condição de se manter na escola, por precisar trabalhar, pela falta de suprimentos básicos para o estudo, como cadernos, livros e também pelo desestimulação social. Embora, a educação seja um direito humano, diversos políticos impõem seus achismos de que é facultativo e não tratam a questão com a devida seriedade, impedindo que se criem políticas que ajudem a melhorar o ensino e evitar a saída dos alunos.

Por conseguinte, convém ressaltar que há uma exclusão social pela falta de escolaridade. As pessoas que tem um baixo grau de formação são deixadas a margem da sociedade por não saberem seus direitos, principalmente, aqueles que lhes são negados, por não poderem ter acesso a leitura para realizar certas atividade cotidianas, além disso são mantidas dessa forma pela própria sociedade que as desestimulam a evoluir educacionalmente. Segundo o conceito de Pluralismo da filosofa Hanna Arent, no qual defende a importância da igualdade e liberdade visando a inclusão, desta maneira, a intenção do ensino EJA é fazer uma inclusão a partir da igualdade educacional, abrindo oportunidades de trabalho e melhores condições de vida para aqueles que tiveram um de seus direitos primordiais negados.

Portanto, cabe ao Governo, junto ao Ministério da Educação, aumentar o número de escolas com a modalidade de ensino EJA, através de legislações que tornem obrigatórias todas as cidades possuírem mais de uma escolas com essa formação, visando aumentar o número de estudantes e como resultado diminuir as taxas de analfabetismo no país. Além disso, cabe ao Estado criar bolsas para estudantes de EJA, através de políticas públicas como bolsa família, para dar uma oportunidade de estudo para aqueles que não teriam condições de fazê-los de outra forma.