Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos

Enviada em 20/04/2020

Quando um povo é instruído, ele aumenta seu poder de reivindicação de seus direitos; para isso, no entanto, faz-se necessário ampliar a extensão da educação. Na sociedade brasileira contemporânea, o ensino adquire diversos níveis, articulações e modalidades e, dentre elas, está o EJA: Educação de Jovens e Adultos. Essa modalidade permite que indivíduos que não terminaram os estudos em idade apropriada, por qualquer motivo, retomem os estudos e os conclua em menos tempo. Entretanto, atualmente, a oferta de EJA tem retraído, seja pela falta de prioridade política, seja pelos baixos investimentos do poder público.

A constituição brasileira de 1988 garante o direito à educação a todo cidadão  brasileiro. Contudo, dados do FUNDEB (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica) mostram que,  devido a pressões sociais, jurídicas e legais, o Estado privilegia determinadas modalidades educacionais em detrimento de outras, contribuindo, dessa maneira, para a oferta desigual da educação à população brasileira (o que fere princípios constitucionais).

A falta de prioridade política acarreta em baixos financiamentos dos entes federativos. Sob tal viés, segundo dados do G1, investimentos em creches de período integral, por exemplo, são cerca de 50% maiores do que no EJA. Nesse sentido, jovens adultos que não concluíram o ensino básico encontram mais dificuldades no acesso a uma educação de qualidade e acabam, inclusive, tendo mais dificuldades pra ingressar no mercado de trabalho, uma vez que as empresas estão exigindo níveis de escolaridade cada vez maiores.

Dessa forma, conclui-se que manutenção e a expansão do EJA se dará a partir da pressão popular. Sob tal viés, fundações, ONGs e projetos  voltados à educação poderiam promover abaixo-assinados virtuais, passeatas e manifestações a fim de pressionar o Congresso Nacional e o Poder Executivo para que eles sancionem projetos de leis e PECs (Proposta de Emenda à Constituição) que altere a forma de financiamento da educação no Brasil.