Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos
Enviada em 22/04/2020
Com a ratificação da Constituição de 1988, todos os cidadãos brasileiros passaram a ter o direito legal à educação. Entretanto, um grade número de indivíduos não seguiram o sistema educacional regular e dependem da modalidade de Educação para Jovens e Adultos (EJA), complexo que vem sofrendo com a falta de especialização profissional adequada e com o investimento desigual do governo. Nesse sentido, observa-se a necessidade de mudanças nesse setor para que os direitos estabelecidos pela atual constituição sejam devidamente realizados.
Primeiramente, é importante destacar a formação inadequada dos professores da modalidade EJA como um problema desse sistema. A esse respeito, de acordo com Maria Clara, educadora da Universidade de São Paulo, os profissionais que foram habilitados a atuar na no sistema de Educação para Jovens e Adolescentes ainda adotam técnicas e recursos baseados no sistema de ensino convencional. Essa questão tem se tornado um impasse, visto que tais técnicas não se adequam à realidade dos alunos do EJA nem são agentes motivadores para que estes se mantenham constantes em sua formação. Tal óptica se comprova ao analisar os mais de 16% de alunos evasivos do sistema de Educação para Jovens e Adultos e, portanto, deve ser remediada o quanto antes.
Ademais, vale comentar a negligência governamental para investimentos nesse setor. Acerca dessa premissa, com base em estudos realizados por Maria Margarida, professora da Universidade Federal de Goiás, o fundo educacional para alunos do EJA é 20% menor se comparado com os investimentos para estudantes da modalidade do sistema educacional regular, ocasionando a falta de manutenção, material e profissionais para o desenvolvimento da modalidade em questão. Evidencia-se, logo, que o exposto é inadmissível, considerando que cerca de 11 milhões de brasileiros se enquadram como potenciais alunos da Educação para Jovens e Adultos e, como citado anteriormente, necessitam de uma atenção especial.
Com base nos fatos discorridos, percebe-se a urgência para melhorias de capacitação profissional e investimentos governamentais na modalidade EJA. Para tanto, o Ministério da Educação, em parceria com o Poder Legislativo, deve, por meio da utilização mais equilibrada das verbas destinadas à educação, desenvolver sistemas, baseando-se em estudos das características e necessidades dos alunos, para a capacitação dos profissionais do complexo EJA e disponibilizar bolsas de tais cursos para os profissionais que não ostentam um alto nível sócio-econômico. Dessa forma, a educação dos indivíduos que tiveram esse direito negado será exercida corretamente, diferente da situação incabível em que, atualmente, se encontram.