Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos

Enviada em 07/05/2020

No Brasil, cerca de 11,8 milhões de indivíduos com mais de 15 anos de idade são analfabetos, segundo dados do IBGE. Elencado a isso, para que haja a diminuição desses dados, o Ministério da Educação implantou a modalidade de ensino EJA - Educação de Jovens e Adultos-, a qual enfrenta desafios no cenário brasileiro. Esses impasses caracterizam-se, principalmente, pela evasão escolar dos alunos em busca de emprego - a fim de ajudar financeiramente os pais- e a falta de investimento dos governos municipais e estaduais.

Inicialmente, o ensino EJA convive com a desistência dos estudantes que, por indisponibilidade de tempo, abandonam o curso antes de serem alfabetizados. Nesse sentido, a série brasileira Segunda Chamada evidencia o cotidiano de uma instituição, a qual frequentemente perde seus alunos para o mercado de trabalho, haja vista que esses cidadãos, geralmente advindos das camadas mais baixas da sociedade, carecem de recursos monetários para manter o básico da sobrevivência de seus familiares e a sua e, por isso, não conseguem frequentar as escolas. Dentro desse contexto, os jovens e adultos mais pobres não conseguem comparecer às aulas pois seus dias estão preenchidos na busca da subsistência e as matérias escolares não mostram-se importantes na perspectiva de pessoas cuja realidade está sobrecarregada com o mercado de trabalho.

Ademais, a Educação de Jovens e Adultos também tem como dificuldade a escassez de investimentos governamentais. Dentro dessa perspectiva, o Ministério da Educação, no ano de 2019, de acordo com o site O Globo, fez o menor investimento da década no ensino EJA. Essa redução de financiamento desestimula os governos estaduais e municipais na manutenção da modalidade de ensino de jovens e adultos, o que, ocasionalmente, resulta no sucateamento das atividades e da estrutura das instituições, corroborando, também, com a desistência desses indivíduos.

Em suma, medidas devem ser efetivadas para sanar as dificuldades enfrentadas pelo ensino EJA. Para tanto, o Ministério da Educação deve, em parceria com o Ministério da Economia, disponibilizar um auxílio financeiro para aqueles alunos que necessitam trabalhar - os quais deverão realizar cadastrados e comprovar sua situação monetária, evitando, assim, corrupção nesse sistema- e aumentar os recursos destinados a essa categoria escolar, a fim de impedir a desistência dos cidadãos, garantindo que sejam alfabetizados e que, com o aumento dos investimentos, os governos estaduais e municipais possam manter as atividades. Por fim, a taxa de analfabetismo no Brasil regredirá.