Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos

Enviada em 12/05/2020

Em Atenas, berço da democracia, a sociedade era dividida em algumas classes sociais que tinham direitos e deveres. Desse modo, a Aristocracia tinha diversos benefícios por apresentarem uma influência comercial e possibilidade de estudar, fato essencial para participar dos debates políticos. Na atualidade, no entanto, apesar da democratização do ensino ter aumentado nos últimos anos, observa-se que uma parcela da população brasileira, impossibilitadas de estudar na juventude, dependem do EJA, Educação de Jovens e Adultos. Porem, isso se mostra preocupante pela péssima qualidade desse serviço, o que gera pessoas frustradas por deterem o diploma e não conseguirem ingressar no mercado de trabalho.

Em primeira análise, é importante ressaltar a inferioridade do EJA em relação ao ensino regular. Nesse sentido, observa-se que o ensino padrão, com uma quantidade exorbitante de conteúdos, é dividido em mais de uma década, o que torna o aprendizado mais proveitoso e eficiente. Em contraposição, é fato que o Ensino Para jovens e adultos é, no mínimo, deficitário, visto que os integrantes tem que dar conta de conteúdos extensos em períodos mínimos.Tal problema é abordado por educadores de renome como Jean Piaget, a qual destacam a importância do tempo para o processo de formação intelectual. Portanto, é dever do Estado mudar a realidade vigente.

Por outro lado, o mal planejamento é responsável por formar indivíduos que possuem muitas incapacidades em relação ao conteúdos propedêuticos. Nesse viés, a verdadeira utilidade do EAD é deturpada, visto que o objetivo de integrar os indivíduos ao mercado de trabalho não é conquistado devido a incapacidade de passar em entrevistas de emprego ou em vestibulares, pois cada vez mais essas esferas estão exigentes em relação à formação do cidadão. Isso gera a manutenção da desigualdade social, pois os que mais precisam desse sistema são os pobres.

Em suma, medidas devem ser tomadas para amenizar o impasse. Cabe ao Ministério da Educação (MEC) desenvolver pesquisas que busquem eficientes estratégias de ensino em um tempo reduzido. Isso pode ser feito por meio de parcerias com faculdades de pedagogia, que ofertaram bolsas de pesquisas científicas aos alunos. Após isso, é necessário a implementação desses novos métodos de forma crescente, a fim de não causar medo nos estudantes. Com isso, espera-se melhorias no Ensino Para Jovens e Adultos, com a formação de pessoas capacitadas e a mitigação da da organização social prevista em Atenas.