Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos
Enviada em 30/06/2020
O século XIX permeou o surgimento de novas correntes científicas, como o Darwinismo, que revelava a ação da seleção natural no meio ambiente, buscando o desenvolvimento do ser por meio da adaptação. De maneira análoga, para uma nação superar as dificuldades é necessário o processo de adequação. Desse modo, a insuficiência de leis e a falta de conhecimento são fatores que contribuem para a manutenção dos desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos.
Em primeiro plano, pode-se perceber como impasse à consolidação de uma solução a inaplicabilidade legislativa. Conforme a Constituição Federal de 1988, está previsto no artigo quinto que todos possuem o direito à educação. Contudo, o que se constata, na realidade brasileira, é um cenário de descaso pois, apesar deste privilégio estar assegurado na Carta Magna, as leis de ensino não estão adaptadas para garantir sua obtenção, suscitando a marginalização daqueles que estão fora da faixa escolar tradicional, a exemplo dos mais de trinta milhões de brasileiros que se enquadram nessa categoria, segundo levantamento realizado pelo portal G1, demonstrando a insuficiência legislativa. Nessa perspectiva, não há como evoluir diante da irresponsabilidade dos setores competentes da sociedade.
Ademais, a escassez de conhecimentos é um fator determinante para persistência do problema. Nesse sentido, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica outra causa do impasse: se as pessoas não têm acesso à informação séria sobre o sistema EJA, sua visão será limitada, o que dificulta a erradicação do problema, promovendo, assim, a manutenção de seus obstáculos. Dessa forma, medidas devem ser tomadas pelos órgãos competentes do Estado, para que, possamos garantir esse direito para jovens e adultos.
Portanto, só será possível superar os impasses supramencionados, com relação às dificuldades da modalidade educacional EJA, com a ação do Poder Público. Nesse contexto, é necessário que as Secretarias da Educação e o MEC ajam em parceria e ampliem essa forma de aprendizagem, além de aumentar o número de escolas que comportam o sistema, por meio da obrigatoriedade do turno da noite ser destinado a jovens e adultos, em que o aluno poderá desenvolver as habilidades necessárias do ensino fundamental e médio. Feito isso, será possível ampliar as possibilidades destinadas aos brasileiros e criar uma nova estrutura educacional, para, assim, verdadeiramente capacitar os cidadãos.