Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos
Enviada em 22/05/2020
Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1948,a declaração Universal dos Direito Humanos assegura a todos os indivíduos o direito de serem livres, serem tratados com dignidade e terem direitos iguais. Todavia,uma porcentagem da sociedade brasileira enfrenta desafios no direito à educação, em especial a modalidade de ensino EJA ( Educação de Jovens e Adultos), na qual impossibilita que eles desfrutem desse direito universal na prática. Nesse âmbito, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.
É importante salientar, de início, que a educação é o fator essencial no desenvolvimento de um país. Nessa perspectiva, segundo estimativas do Produto Interno Bruto (PIB) o Brasil ocupa a nona posição na economia mundial, logo, seria racional acreditar que o sistema público de ensino fosse eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido na redução de escolas que oferecem o ensino de jovens e adultos. Diante do exposto, não só é lesada a ingressão como também é prejudicial a democratização do ensino.
Convém ressaltar, ainda, que a ausência de tempo livre como impulsionador do desafio da ingressão dos jovens e adultos no EJA. De acordo, com o sociólogo polonês, Zygmunt Bauman, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI. Diante de tal contexto, as classes mais baixas são as mais afetadas,uma vez que a jornada de trabalho e as obrigações domésticas deve ser conciliadas com os estudos.
Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de uma sociedade melhor. Dessa maneira, é inadiável que o Ministério da Educação, por meio de projetos, não só incentive a inclusão como também aumente o percentual de escolas para jovens e adultos. Dessa forma, será possível possibilitar uma qualificação e um melhor posicionamento no mercado de trabalho. Só então seremos uma sociedade que promove a igualdade de direitos.