Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos
Enviada em 03/06/2020
A Revolução Francesa, iniciada em 1789, possibilitou a ocorrência de diversas reformas educacionais, permitindo melhores condições de ensino em todo o mundo. Contudo, tal processo não aconteceu de forma efetiva, visto que, até os dias atuais, desafios são enfrentados no Brasil, como é possível observar quando se trata da educação de jovens e adultos. Nesse sentido, percebe-se que, apesar de sua extrema importância, a EJA não recebe seu devido incentivo , o que se explica por uma série de razões inaceitáveis. Logo, urge que o cenário seja reformulado a partir da ação estatal.
Sob essa ótica, o diplomata Benjamin Franklin afirma que investir em conhecimento rende sempre os melhores juros. Nesse viés, é possível ratificar tal pensamento ao se constatar os benefícios decorrentes do estímulo da instrução daqueles que não tiveram oportunidades no tempo ideal. À luz de tal teoria, nota-se que, além de representar a democratização do ensino, a modalidade EJA é um mecanismo de alcance à cidadania e ao pertencimento social. Por conseguinte, contribui para elevar a qualidade de vida desses indivíduos e aumenta significativamente suas chances de ingressar no mercado de trabalho, visto que este tem se tornado cada vez mais exigente. Diante disso, caso o quadro não seja reestruturado, a dívida social do País com os analfabetos tende a crescer gravemente.
Por esse prisma, Stefan Zweig escreveu a obra “Brasil, País do Futuro” ao se impressionar com o potencial dessa nação em meados do século XX. Entretanto, ao se analisar os desafios enfrentados pela educação de jovens e adultos no País, observa-se que o ideal descrito no livro de Zweig não é percebido no cenário contemporâneo. A priori, vale ressaltar que a modalidade ainda não é reconhecida como política de Estado, uma vez que acontecem apenas campanhas pontuais para erradicação do analfabetismo. Ademais, o fato de que poucas instituições se interessam em oferecer tal ensino, somado à sensação de incapacidade por parte dos próprios alunos, é uma crescente na problemática. Desse modo, reafirma-se a tese de que a ação governamental é de suma importância para a reformulação do cenário.
Portanto, medidas são necessárias para resolução do impasse acerca dos desafios enfrentados pela modalidade EJA no Brasil. Para tanto, o Governo, por intermédio do Ministério da Educação, deve estabelecer esse ensino fundamental e médio com qualidade, para as pessoas que não possuem idade escolar e oportunidade, de maneira obrigatória por todo o País por meio da implementação de leis que reconheçam tal categoria como política de Estado. Tal ação deve ser realizada a fim de oferecer boas condições de estudo para jovens e adultos e honrar os ideais da Revolução Francesa.