Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos
Enviada em 08/06/2020
Conforme o Artigo 205 da Constituição Federal de 1988, todos têm direito à educação, e é dever do Estado propiciar meios que estimulem seu exercício. Entretanto, quando observa-se a questão da Educação de Jovens e Adultos no Brasil, é notável que ainda há muitos desafios a serem superados. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos: a grande quantidade de alunos aderindo a esse sistema e o pouco investimento nele.
Primeiramente, é indubitável que muitas escolas, tanto públicas quanto privadas, possuem um ensino contestável. Segundo o Censo, 28% dos adolescentes estão cursando uma série inferior à esperada para sua idade, o que muitas vezes é resultado da má metodologia de alguns professores, o que acaba levando à evasão escolar. Dessa forma, muitos jovens recorrem ao EJA para terminarem sua formação numa idade regular.
Outrossim, é notório que algumas atividades ofertadas por essa modalidade de ensino têm sua qualidade dubitável. De acordo com o economista Sir Artur Lewis, a educação não é despesa, e sim investimento que tem retorno garantido. Conquanto, atualmente, o governo investe mais nas outras categorias de ensino e, muito pouco, no EJA, o que compromete a qualidade da educação e desestimula a população.
Em suma, fica evidente a necessidade de medidas que venham solucionar os problemas de ensino do EJA no Brasil. Por conseguinte, cabe ao Ministério da Educação fiscalizar os conteúdos didáticos e a maneira que estes são passados e cobrados aos estudantes, a fim de acompanhar melhor o ensino das demais instituições do país. Ademais, o Governo Federal junto ao Fundeb, deve investir mais no EJA, selecionando profissionais qualificados para promover um promover um ensino de excelência, com o intuito de incentivar o público a concluir sua graduação. Somente assim, o Artigo 205 será cumprido e os resultados da boa educação serão obtidos.