Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos

Enviada em 08/06/2020

Roma antiga, pioneira no ensino oficial, teve sua centralidade educacional voltada às elites. De maneira análoga, no Brasil a maioria das pessoas que não estão inseridas no meio escolar são oriundas de famílias carentes. No entanto, os desafios da Educação de Jovens e Adultos (EJA) se devem, primeiramente pela desigualdade social, e posteriormente pela necessidade de melhorias nas políticas públicas educacionais.                                                                                                                              Em primeira análise, é necessário salientar a importância da educação na formação de um indivíduo. O EJA, é uma modalidade de ensino que foi desenvolvida para as pessoas que não tiveram acesso à escola convencional na idade apropriada, bem como aquelas que por algum motivo à abandonou, essa modalidade é voltada para as pessoas que pretendem retornar ao ensino com menor tempo de duração. Nesse contexto, é imprescindível pontuar que a falta da educação pode promover a marginalização, e contribuir com a violência. O EJA torna-se desafiante pois em meio às desigualdades, muitos alunos relatam a necessidade de trabalhar para sustento próprio e familiar, assim como, a dificuldade de inserção devido à baixa qualidade de ensino, que se destaca nas áreas mais carentes.     Em segunda análise, vale lembrar que perante o artigo 227 da constituição federal, é direito de todos o acesso à educação. Nessa perspectiva, é indiscutível o papel do estado na formação educacional de um indivíduo, as políticas públicas educacionais têm um papel importante de buscar melhoria no setor pedagógico proporcionando soluções que garantem o acesso de todos na educação. E devido à fragilidade das ações, muitos alunos deixam de frequentar as escolas, assim como, muitas pessoas que não retornaram acabam temendo a retomada.

Portanto, medidas precisam ser tomadas para o fim do impasse. Contudo, o governo Federal juntamente com o ministério da educação deve propor melhorias nas políticas públicas educacionais, através de verbas para aprimoramento da qualidade do ensino, principalmente nas áreas mais carentes. Além disso, promover avaliações mais abundantes que analisam a modalidade EJA. Essas ações irão direcionar os alunos a melhores rendimentos escolares, e posteriormente diminuir a assimetria de ensino. Espera-se com isso, que a desigualdade se assole, e que classe social não seja mais uma pirâmide entre os ensinos como na Roma Antiga.