Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos
Enviada em 15/06/2020
Ao longo da história de formação do EJA, fica evidente a negligência de direitos básicos a educação e sua instabilidade. No século XXI essa realidade não muda, devido principalmente a falta de investimentos públicos e desestimulo a continuidade dos estudos.
É relevante abordar, que o programa ainda é visto como compensatório e não como prioridade, então, quando há uma crise financeiro há uma diminuição do dinheiro enviado, isso tem ocorrido desde 2019. Como consequência, desse problema há uma diminuição considerável de escolas que oferecem o ensino nessa modalidade, desestimulando, os estudantes, a continuar os estudos. Pois as escolas ficam cada vez mais longe e a passagem do ônibus aumenta a cada ano. Além disso, a outra alternativa é fazer à distância, entretanto, muitos brasileiros não tem computador em casa e muito menos internet.
Nesse cenário, os estudantes ficam com dificuldade em concluir os estudos e sem eficácia da lei federal de 1998, artigo 205, que visa promover e incentivar a sociedade a exercer a cidadania e qualificação para o trabalho. Isso provocará desemprego pois o mercado de trabalho tem cobrado cada vez mais dos candidatos, não somente a conclusão ensino médio, e também não poderão participar de forma completa no voto consciente, uma vez que é necessário uma um cidadão critico, e isso se aprende na escola.
Portanto é importante ter o EJA, como um ensino prioritário, e assim investir dinheiro, ofertar mais unidades para o ensino, proporcionar ajuda com a passagem de ônibus, além de ajudar com a formação não só teórica mas também para o mercado, visto que alguns que estão ali aprendendo, já possuem um serviço ou só é o querem adquirir. Por isso,é necessário uma abordagem diferente do professor e do conteúdo disponibilizado afim de atender direitos básicos, diminuir a desigualdade e também o desemprego.