Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos
Enviada em 09/07/2020
A modalidade de Educação de Jovens e Adultos (EJA), assim como o ENCCEJA (Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos), foi criada no Brasil para que pessoas que antes não tiveram oportunidade, agora concluam os ensinos fundamental e médio. Porém, esse tipo de educação enfrenta desafios, como a insuficiência de divulgação e incentivo ao EJA por parte do governo, e a dificuldade de permanência dos alunos no curso.
Primeiramente, de acordo com o filósofo Immanuel Kant, “O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”. Dessa forma, entende-se que esta é essencial para que os brasileiros cresçam em todos os aspectos da vida, sendo necessário que toda a população, inclusive jovens e adultos que não terminaram seus estudos, tenham oportunidade de concluí-los. No entanto, a divulgação sobre o EJA por parte do governo é insuficiente para incentivar esse grupo de pessoas à voltarem a estudar, visto que este destina mais atenção à educação das crianças.
Além disso, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o índice de desemprego do país é de 12,6%, e dentro do grupo composto por desempregados, existem pessoas que possuem ensino fundamental e médio, ou até mesmo o superior, completos. Em razão disso, observa-se dificuldade por parte dos estudantes da modalidade EJA de permanecerem no curso até o fim. Visto que, boa parte deles decidem continuar os estudos para conseguir um emprego que lhes garanta uma renda melhor, e se sentem desmotivados com a possibilidade de mesmo após conseguirem seus certificados, não alcançarem esse objetivo.
Diante do exposto, é necessário que o governo incentive os jovens e adultos a concluírem seus estudos, por meio de campanhas de divulgação do EJA que provem a importância da educação para vida de cada indivíduo, e da criação de uma lei que disponibilize vagas de emprego específicas para as pessoas formadas por esse tipo de modalidade de ensino. Para que, elas possam se formar, garantir um emprego e uma condição de vida melhor. Só então a pobreza do país diminuirá e a qualidade de vida aumentará.