Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos
Enviada em 21/07/2020
Paulo Freire, grande educador brasileiro, afirmou que “o homem, como um ser histórico, inserido num permanente movimento de procura, faz e refaz constantemente o seu saber”. Dessa forma, muitas questões importantes emergem na sociedade brasileira, sobretudo no que tange os desafios da educação de jovens e adultos no Brasil. Nesse viés, é sabido que uma das principais formas de transformar essa realidade se dá por meio de novos caminhos para a escolarização do povo para que essa problemática seja amenizada à curto ou médio prazo.
Em primeira análise, a alfabetização mesmo que tardia, é aliada da cidadania, da dignidade e da saúde da população, ademais, em uma pesquisa realizada na Universidade Federal de Minas Gerais, pode-se observar que a nova modalidade EJA trouxe consigo novos horizontes, além do conhecimento em si, certamente acarretou as pazes com a autoestima dos alunos e se sentiram pertencentes à uma sociedade. Entretanto, esse novo modelo de ensino possibilitou mudanças positivas socioeconômicas e socioculturais para o país, no âmbito da escala de ascensão social, possibilitando o certificado para esses novos aprendizes buscarem sua inserção no mercado de trabalho.
Nessa esteira de pensamento, Paulo Freire reafirmou “não é no silêncio que os homens se fazem, mas na palavra, na ação e na reflexão”. Tal analogia ao pensador, aponta para a necessidade de agir, buscando meios que garantem a flexibilidade da escola ao aluno, agregando valor a nova educação personalizante. Assim, essa iniciativa garantirá direitos sociais à parcela social que sofre com esse direito negado da luta contra o alfabetismo, assegurando uma sociedade de experiência feito, como aborda o pensador Freire.
Infere-se, assim, portanto que não se pode perder de vista a seriedade dessa problemática. Desse modo, compete ao Governo Federal atrelado às escolas, reforçar a importância dos seus direitos, de uma educação básica, resgatando a autoestima do cidadão. Assim, também é necessário campanhas de educação reforçando políticas públicas que resgata o indivíduo da exclusão, trabalhando com seu emocional, inserindo a nova tecnologia, um novo meio de metodologia educacional garantindo escolas e Ong’s a flexibilidade do seu aprendizado, com criação de programas que acessibilize o aluno ir para escola. Um saber transformado em ação pode fazer com que essa caótica pode ao menos, ser amenizada a curto prazo. Tudo isso, fará com que o indivíduo busque seus direitos e abraçará o início da alfabetização mesmo que tardia.