Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos
Enviada em 18/08/2020
Segundo o psicólogo Jean Piaget em seu livro “o juízo moral da criança” fala que a aprendizagem é um processo ativo e personalizado. Em virtude disso, sabe-se que a EJA é de suma importância para cidadãos que não vivenciaram a oportunidade de estudar, sejam eles jovens ou adultos. Todavia, certa parte da população que necessita desse preparo ainda não consegue ter acesso ao ensino devido a miséria no Brasil e o atraso do Estado em não assumir a responsabilidade da evasão escolar por falhas na sua estrutura do ensino.
Primeiramente, é importante destacar que o principal fator para que o indivíduo não frequente uma escola é a pobreza. De tal forma que o adolescente não consegue ingressar na escola, pois seus responsáveis não tem condições de encaminhá-los para uma instituição de ensino devido a negligência do Estado e quando maior de idade é obrigado a “escolher” o trabalho, com o intuito de ajudar sua família no qual há propensão de ser pouco remunerado. No filme mãos talentosas, é retratado um garoto que vinha de uma família com poucas condições, e que algumas vezes ele tenha pensado em desistir devido a inúmeras dificuldades e desvantagens com relação a classe alta, conseguiu concluir seus estudos e conquistou seu diploma. Infelizmente essa não é uma situação em que nem metade da população de baixa renda consegue passar, mesmo que a longa-metragem seja baseada em fatos reais. Então, é necessário mais atenção do órgão público para comunidades de baixa renda, tornando mais viável a educação para todos.
“A EJA não é só um problema educacional, mas político e social” diz Sonia Couto, coordenadora do Centro de Referência Paulo Freire. Ademais, é primordial que seja tratado o problema antes para que não se suceda sua consequência. Embora as escolas estivessem com números crescentes de alunos, ainda assim o índice de analfabetos no Brasil não caiu tanto como o esperado; e infelizmente no período de pandemia haverá um aumento de abandono do sistema educacional. Ainda que a EJA tenha um grande carácter assistencialista, O Estado não deve transferir sua responsabilidade de garantir que o estudante possa concluir a didática básica no tempo adequado. Sendo assim, o País deve sempre estar buscando lapidar sua pedagogia, para que brasileiros possam ter uma instrução de mais qualidade para um futuro melhor, e mais chances de alcançarem melhores cargos.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Urge que o Governo crie mais viabilidade para que pessoas de baixa renda consigam se deslocar para a escola e resolver o problema da evasão escolar por meio de um ensino de mais acessibilidade, igualdade e qualidade. Sendo assim, tornando o processo como uma dinâmica de aprendizado segundo Jean Piaget.