Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos
Enviada em 25/08/2020
Segundo o Psicólogo Jean Piaget em seu livro “O Juízo Moral da Criança”, é retratado a aprendizagem como um processo ativo e personalizado. Em virtude disso, sabe-se que a EJA- Educação de Jovens e Adultos é de suma importância para cidadãos que não vivenciaram a oportunidade de estudar. Sob ta ótica, é perceptível a falta acessibilidade para todos e o atraso do Governo em interromper a evasão escolar.
Primeiramente, é importante destacar que o principal fator para a falta de acesso a escola é o desmazelo do poder executivo em locais carentes. De tal forma que o adolescente se vê obrigado a trabalhar com o intuito de “ajudar” sua família. Pode-se mencionar por exemplo um filme que infelizmente não é a realidade de toda a população de baixa renda, mas que adequa-se como referência; na longa-metragem “Mãos Talentosas”, é retratado a historia real de um garoto que passou por inúmeras dificuldades e desvantagens com relação a classe alta; mas, que ainda assim conseguiu obter seu diploma. Desse modo, faz-se necessário uma ação mais efetiva do órgão público para que a educação seja mais viável a todos.
Em segundo lugar, de acordo com Sônia Couto, coordenadora do Centro de Referência Paulo Freire diz que “A EJA não é só um problema educacional, mas político e social”. Ademais, é primordial que seja tratado o problema antes, para não suceder sua consequência; o índice de alunos que estão abandonando as escolas em tempos de pandemia é alarmante. Ainda que a EJA- Educação de Jovens e Adultos tenha um carácter assistencialista, o Governo tem a responsabilidade de garantir que o estudante possa concluir a didática básica no tempo adequado. Sendo assim, o país deve lapidar sua pedagogia para que brasileiros possam ter uma instrução de mais qualidade e mais chances de um emprego melhor.
Em suma, são necessárias medidas capazes de mitigar essa problemática. De acordo com o economista britânico Sir Arthur Lewis, ele fala que a “Educação nunca foi despesa. Sempre foi investimento com retorno garantido”. Portanto cabe ao Estado por meio do Ministério da Educação oferecer transporte e acesso ilimitado a internet para alunos com baixa renda e mudança na didática do ensino fundamental e médio, para que todos possam concluir seus estudos sem desvantagens e no tempo adequado. Ademais, a criação de novos empregos e de escolas longe de cidades, gerando mais garantia a segurança desses alunos durante a locomoção e expandindo um ambiente mais acessível. E por fim, promovendo a mais qualidade e igualdade; sendo assim, tornando o processo uma dinâmica de aprendizado, segundo Jean Piaget.