Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos

Enviada em 01/09/2020

Na antiga Grécia, Sócrates provou através de seu método que qualquer pessoa era capaz de pensar. Através da ironia, ele questionava os pré-conceitos de qualquer um que o fosse debater. E através da maiêutica, obrigava o ouvinte a reformular naturalmente seus conhecimentos em uma base mais sólida. Isto funcionava com qualquer que fosse a pessoa, jovem ou adulta. Desta forma, sabemos que a educação básica funciona mesmo para os de idade mais avançada.

O conceito de educação básica está intimamente atrelado à imagem de crianças em salas de aula, aprendendo desde cedo a ler e escrever. Neste cenário, os adultos que passaram pela infância sem o devido acesso à educação são jogados num limbo social, e lá perdem sua motivação. A modalidade de ensino EJA é uma dos mais conhecidos sistemas de recuperação educacional conhecidas no Brasil e apresenta bons resultados. Porém seus benefícios são alvo de pouco estudo. A emergência de dados é dominante e os maus resultados pouco conhecidos.

Esses fenômenos tornaram-se perceptíveis quando a quantidade de escolas para educação básica aumentou consideravelmente na última década, em detrimento das que oferecem a modalidade EJA, de acordo com dados do jornal G1. O recente crescimento de estudos sociais e pedagógicos à cerca do tema também são um grande sinal de esquecimento da sociedade para com esses indivíduos.

Meio a isso, cabe ao ministério da educação, conjuntamente com as secretarias, gerenciar professores, pedagogos e educadores em geral a fim de que estes atendam não só na educação infantil, mas também nas modalidades EJA. Desta forma, a educação básica, que é direito de todos, será genuinamente de todos.