Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos
Enviada em 10/09/2020
A educação é, em concordância com Nelson Mandela, a melhor arma para mudar o mundo. Não obstante, no Brasil, a efetuação da mudança aludida pelo líder sul-africano torna-se dificultada em razão do restrito acesso ao ensino no país, principalmente no que tange à Educação de Jovens e Adultos (EJA). Nessa continuidade, de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), o índice de oferta de estudos para os indivíduos dessa faixa etária diminui a cada ano. Dessa maneira, é importante analisar que essa realidade se faz presente na sociedade brasileira em virtude da negligência governamental, o que, certamente, posterga os direitos básicos assegurados à população.
Em primeiro lugar, ressalta-se o papel do governo na educação do povo. Nesse sentido, a partir de 2019, o Ministério da Economia (ME) passou a fazer cortes nos orçamentos da área da educação. Essa decisão prejudicou bolsas de pesquisas, financiamentos estudantis e, como consequência, atrapalhou o acesso dos jovens e dos adultos ao ensino. A título de exemplo, segundo o G1, no final da década de 2010, houve uma redução de quase 35% na oferta da EJA pelas escolas do país. Nesse sentido, a falta de investimento público é um entrave ao bom funcionamento dessa modalidade. Dessarte, destaca-se a necessidade de aplicação financeira na área da educação brasileira.
Além disso, salienta-se que o baixo índice de escolaridade de jovens e de adultos no Brasil se trata de uma transgressão aos direitos da população. Nesse contexto, a Constituição Federal, promulgada em 1988, assegura que é dever do Estado garantir a todos os cidadãos os seus direitos essenciais, bem como o acesso à educação. Frente a isso, o governo brasileiro falha na sua incumbência de abonar a introdução dessa parcela da população aos estudos, haja vista que, consoante o INEP, cerca de 20% da população nacional não possui diploma. Isso posto, explicita-se a indispensabilidade de reverter esse cenário.
Em síntese, a escassez de investimentos governamentais prejudica o acesso de jovens e adultos brasileiros aos estudos, o que infringe os direitos dos cidadãos. Logo, cabe ao Ministério da Educação, como principal representante da educação brasileira, mediante aplicação financeira, aumentar o número de escolas que ofereçam a modalidade EJA, a fim de ampliar o acesso desses indivíduos aos estudos. Ademais, ele deve, por meio de veículos comunicativos de amplo alcance, bem como a televisão e as redes sociais, promover anúncios que conscientizem a população dessa faixa etária acerca da importância dos estudos, com o intuito de incentivá-la a concluí-los. Assim, com essas medidas, espera- se expandir a oferta e, consequentemente, o acesso do cidadão ao programa EJA.