Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos
Enviada em 03/11/2020
De acordo com a Constituição de 1988, a educação é um direito de todos. Nesse sentido, foi criado o EJA (Educação de Jovens e Adultos), que tem como objetivo levar a educação para as pessoas que não puderam concluir o Ensino Fundamental e Médio. Porém, esse programa ainda é falho, visto que existem problemas na didática e na acessibilidade.
Em primeiro lugar, é importante perceber que o EJA passa matérias em uma maior velocidade, para pessoas que não tem tanta facilidade em aprender quanto jovens, visto que a facilidade em reter conhecimento é algo que diminui, se não exercitada, como é o caso de quem larga a escola, de acordo com pesquisas da UFMG. Nesse viés, a didática deve agir de modo a garantir que os estudantes do EJA consigam compreender o conteúdo e ter acesso a uma educação de qualidade.
Ademais, vale considerar que o EJA deverá ser acessível para todos que queiram estudar, incluindo os sem-teto. De acordo com Gilberto Dimenstein, uma política pública deve funcionar para todos, para garantir a cidadania. Desse modo, o EJA deverá ser um programa universal que consiga garantir educação a todos que queiram voltar a estudar.
Percebe-se, portanto, que o Ministério da Educação deverá agir de modo a garantir a acessibilidade e qualidade do EJA. Para isso, serão necessárias ações para definir um cronograma e programa de conteúdo, para que os estudantes consigam ter aulas que se adequem ao seu nível. Além disso, serão necessária ações que procurem garantir que moradores de rua e pessoas com fragilidade socioeconômica consigam ter acesso aos locais onde tem aulas do EJA, por meio da ampliação do número de escolas que oferecem o EJA.