Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos

Enviada em 10/11/2020

O Estado é uma instituição política de caráter normativo que visa ao estabelecimento de regras para o bom funcionamento da sociedade. Desse modo, vale enfatizar que o artigo 6 da Constituição Federal de 1988 garante, dentre outros direitos, o acesso a educação. Contudo, realidades diferentes coexistem no Brasil, onde nem todos conseguem concluir a educação regular, por conseguinte, o Ministério da Educação (MEC) criou o “EJA”, educação de jovens e adultos. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar os desafios dessa modalidade de ensino.

É importante ressaltar, em primeiro plano, que é necessário dar mais importância ao EJA voltado ao ensino fundamental, que atualmente está em processo de descaso. De acordo com informações do site “G1”, em uma década o Brasil perdeu um terço das escolas para adultos com aulas de ensino fundamental no mesmo período que escolas de educação básica regular aumentaram em 12%. Portanto, pode-se concluir que existe descaso com essa modalidade de ensino, situação que deve ser alterada.

Cabe mencionar, em segundo plano, a importância da alfabetização, mesmo que tardia, realizada através do EJA para a possível eliminação ou diminuição de fatores de risco de demência. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, essa condição afeta cerca de 50 milhões de pessoas, com expectativa de aumento em até cinco vezes em países de baixa ou média renda e o dobro em países ricos até 2050, reflexo da diferença no número de alfabetizados nas nações pobres e ricas. Destarte, o EJA ao promover a educação e aprendizagem auxilia na saúde psíquica dos contemplados.

Portanto, o MEC deve promover o aumento da modalidade EJA de aulas de ensino fundamental, por meio de incentivos e campanhas voltadas para escolas de educação básica, com o apoio da população. Ademais o MEC deve realizar campanhas midiáticas voltadas ao público alvo que mostre a importância do aprendizado mesmo que tardio para a saúde. Espera-se, com isso, contornar os desafios do EJA e, assim, garantir o direito à educação do artigo 6 na prática.